PROJETO DE RECOMENDAÇÃO DA ESCOLA


Colégio de S. Teotónio


Exposição de motivos
A grande maioria dos jovens não compreende como funciona a mente e o seu desenvolvimento, com destaque para a adolescência, que é uma idade onde esta tem uma grande transformação. Isto muitas vezes, juntamente com o meio onde o jovem está inserido, cria um ambiente perfeito para a existência de problemas ou mesmo situações que potenciem doenças mentais. Como tal, proporcionar aos jovens a oportunidade de aprender acerca do cérebro é uma boa ideia. Por isso nós propomos a integração no projeto educativo de matéria sobre a mente, desde o terceiro ao décimo segundo ano. Nos anos do primeiro ciclo poder-se-á incluir na disciplina de estudo do meio, e nos restantes poderá ser na disciplina de cidadania e desenvolvimento, com exceção para o nono, onde se pode incorporar em ciências naturais

A nossa segunda medida é a verificação do estado de saúde mental dos estudantes com um check-up anual e gratuito com especial atenção, por parte da CPCJ, às crianças em situações de risco, e publicidade a campanhas de ajuda (ex: Voz Amiga). Consideramos que esta medida é essencial uma vez que, em muitos casos, os jovens não têm perceção que estão a desenvolver uma doença mental e, como tal, não procuram ajuda. Desta forma, é possível que tenham consultas nos seus locais de ensino de modo a perceberem se estão a devolver algum problema, facilitando também o seu seguimento e resolução. Em relação às crianças em situações de risco, sabemos que CPCJ já tem desenvolvido um excelente trabalho, mas achamos necessário dar mais atenção a crianças que vivem em ambientes desestruturados, como uma casa onde há violência doméstica, excessivo consumo de álcool e de outras substâncias, pouco apoio em termos educacionais, etc. Também achamos relevante a maior propaganda a linhas de apoio. É fundamental que os adolescentes saibam a quem recorrer quando mais necessitam e sentimos que não é feita a devida divulgação.

Muitos adolescentes lidam com problemas psicológicos sozinhos, sem a ajuda que necessitam para ultrapassarem essas dificuldades. O preconceito que existe em relação a quem vai ao psicólogo ou ao psiquiatra é um dos motivos para os jovens terem medo de pedir ajuda. O sistema de correspondência que propomos criar consiste em colocar uma caixa onde os alunos poderiam colocar cartas, em que descrevem os seus problemas e explicitam as suas preocupações. Estas cartas apenas seriam identificadas no interior para que apenas a psicóloga escolar saiba quem é o remetente. De maneira que esta troca de correspondência seja feita apenas entre a psicóloga e os alunos em questão, sem o conhecimento de outros alunos, para que não haja o medo de pedir ajuda por receio de ser gozado, a psicóloga escolar responde através de uma plataforma online.


Medidas Propostas
  1. Integração do tema da "saúde mental" nas disciplinas escolares do 3ºano ao secundário (Estudo do Meio, Cidadania, Ciências Naturais) e dinamização de palestras nas instituições escolares.
  2. Verificação do estado de saúde mental dos estudantes com um check-up anual e gratuito com especial atenção, por parte da CPCJ, às crianças em situações de risco, e publicidade a campanhas de ajuda (ex: Voz Amiga).
  3. Criação de um sistema de correspondência entre os alunos e a psicóloga escolar onde a mesma responderia, de forma privada, através de uma plataforma online.