Parlamento dos Jovens - Secundário


Edição 2019/2020

Escola

Escola Secundária de Fafe

Exposição de motivos

A violência destrói o que ela pretende defender: a dignidade da vida, a liberdade do ser humano” (João Paulo II), a violência viola todos os direitos instituídos na Declaração Universal dos Direitos Humanos, onde se pode ler que: - Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade. (Artigo I) - Todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. (Artigo III) - Ninguém será submetido à tortura nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante. (Artigo V ) Trinta e três pessoas foram mortas em 2019 em contexto de violência doméstica, entre 25 mulheres adultas, uma criança e sete homens, anunciou esta sexta-feira a ministra da Presidência - (Lusa, 22 de novembro de 2019). A violência doméstica e no namoro é um flagelo tão antigo quanto atual, um problema social que afeta não só Portugal, mas toda a humanidade. A expressão popular “quanto mais me bates mais gosto de ti” tem urgentemente que ser substituída por algo como “quanto mais me respeitas mais mereces o meu amor”! Conscientes da gravidade deste problema, patente nos números divulgados, percebemos que não podemos apenas ficar pelo lamento e pela delegação nas autoridades competentes da busca pela solução . É urgente intervir e, nós, os jovens, queremos ser parte integrante da solução. Porém, pensamos que a atuação as estruturas existente se tem centrado na vitima, uma intervenção tardia e com resultados pouco eficazes a longo prazo. Neste sentido, a nossa estrutura de missão pretende centrar-se na prevenção primária – “Prevenir para não Remediar”, atuando na origem do problema, modificando mentalidades, desconstruindo a ideia preconcebida de que a violência no relacionamento é normal. Sabemos que será um trabalho árduo, com efeitos mais a longo prazo do que imediatos, mas certamente mais eficaz, queremos que a geração mais nova ajude a (re)educar a geração mais velha, promovendo uma cultura de fraternidade, de amor ao próximo e não de violência.

Medida proposta 1.:

Dar formação a grupos de jovens do ensino secundário que este possam desenvolver programas de intervenção ativa e precoce com crianças do pré-escolar ao terceiro ciclo, procurando, através de jogos didáticos interativos (jogo das emoções), ensinar a lidar com as emoções, a compreender a sua origem, a expressá-las, esclarecendo conceitos base como: respeito pelo outro; confiança; amizade; solidariedade, promovendo uma cultura de não violência, de respeito e de igualdade entre pares.

Medida proposta 2.:

Intervenção com as famílias das crianças, dinamizada por associações de jovens estudantes, promovendo de forma lúdica a interação entre crianças e pais na promoção de uma cultura de não aceitação da violência. Por exemplo, desenvolver uma peça de teatro alusiva ao tema, onde com humor, se mostre o que é um comportamento adequado ou um comportamento inadequado numa relação a dois, seja de amizade ou de amor – máxima de Gil Vicente “ridendo castigat mores”

Medida proposta 3.:

Formação adequada para as autoridades competentes no sentido de prestarem um melhor acolhimento à vítima desde o momento da queixa (ex. se é uma mulher a apresentar queixa, esta deve ser recebida por uma agente de autoridade do mesmo sexo e vice-versa, evitando a coação indireta, subtil que possa levar a vítima a desistir de apresentar a queixa), bem como, uma maior celeridade na resolução do problema.