Parlamento dos Jovens - Secundário


Edição 2019/2020

Escola

Escola Profissional do Pico

Exposição de motivos

Violência doméstica foi a palavra do ano de 2019. Foi a palavra escolhida pelos portugueses numa votação online com mais de 20.000 votos. Não sabemos se isto quer dizer que os portugueses estão mais conscientes, se há cada vez mais casos de violência, ou ambas as situações. Independentemente da resposta correta importa destacar o seguinte: Entre 1 de janeiro e 5 de fevereiro de 2019, o então novo ano registava já 9 mulheres mortas vítimas de violência doméstica. A 3 de outubro de 2019, em 24h, foram assassinadas 2 mulheres pelos ex-companheiros, situações que contribuíram para um fatídico ano, contabilizando no total 35 mortes por violência doméstica. Entre socos, facadas e até mesmo agressões com recurso a outras armas brancas, morreram 26 mulheres, 2 crianças e 7 homens vítimas dos seus ex-companheiros, companheiros ou familiares. Após um estágio curricular na UMAR, também em 2019, conseguimos perceber que os Açores não fogem aos números dos casos nacionais. Em fevereiro do ano passado, a UMAR acompanhava quase 40 mulheres. Neste momento, em janeiro de 2020, acompanha 60. No período de 2 meses em que decorreu o estágio, deram entrada em cada abrigo 2 vítimas de violência doméstica. São dados impressionantes e claras evidências que este flagelo também se passa nas nossas ilhas. A catástrofe social que aqui reportamos pode estar a acontecer na nossa freguesia, na casa do nosso vizinho, ou até mesmo, quem sabe, na nossa escola. Nunca devemos esquecer que qualquer pessoa pode passar por isto. É necessário estarmos atentos, é necessário que sejamos conscientes e ainda mais importante: que não haja medo de falar, de denunciar. É preciso preparar as gerações futuras para que este cenário de violência acabe. É de extrema importância que preparemos os profissionais de diversas áreas para trabalhar nestes casos, sendo igualmente fundamental desenvolver trabalho com as vítimas para que consigam sair dessa situação, ou que não voltem ao mesmo quadro. Temos de ajudar as pessoas que passam ou passaram por isto e evitar que mais pessoas se tornem vítimas. Por um Portugal mais justo, com mais amor e menos violência!

Medida proposta 1.:

Criação de um plano nacional escolar de prevenção e combate à violência doméstica.

Medida proposta 2.:

Formação obrigatória para todos os médicos, enfermeiros, professores e agentes da PSP no âmbito deste tema.

Medida proposta 3.:

Incorporação de grupos de entreajuda nas associações de apoio às vitimas de violência doméstica.