Parlamento dos Jovens - Secundário


Edição 2019/2020

Escola

Escola Básica e Secundária Pedro da Fonseca, Proença-a-Nova

Exposição de motivos

Os valores da igualdade e do respeito pelo outro continuam a não se refletirem na sociedade atual, quer seja no mundo laboral, quer seja na família. Os valores têm sucesso se forem educáveis e não impostos, podendo a escola aqui cumprir um papel determinante na promoção e prevenção. Ainda assim, há a necessidade de mecanismos eficientes e eficazes quando o problema está instalado.

Medida proposta 1.:

A desigualdade na sociedade reflete-se negativamente nas famílias. Enquanto a igualdade e o respeito não forem salvaguardados na sociedade, a violência doméstica mantém-se. Propomos o reforço da legislação no sentido de responsabilizar os grandes grupos económicos, empresas e instituições a garantir a igualdade entre mulheres e homens no que diz respeito a salários, direitos e regalias, quer ao nível das ofertas de emprego, quer ao nível dos postos de trabalho.

Medida proposta 2.:

A violência doméstica é um crime que gera fragilidades psicológicas e emocionais nas pessoas que coabitam no mesmo espaço, pelo que a sua resolução exige urgência. Propomos a criação de equipas especializadas e multidisciplinares, compostas por agentes de segurança, magistrados, assistentes sociais, sociólogos e psicólogos, de intervenção rápida e de proximidade, com vista à resolução dos conflitos, facilitação do acesso ao apoio psicológico e integração da vítima na sociedade.

Medida proposta 3.:

Os valores do respeito e da igualdade são mais facilmente interiorizados pelo hábito do que pela imposição. A igualdade é uma questão de educação e não de lei. Assim, nas escolas, mais especificamente na disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, o tema da igualdade e do respeito deve ser tratado de forma aprofundada e contínua, desde o ensino pré-escolar ao secundário.