Parlamento dos Jovens - Secundário


Edição 2019/2020

Escola

Escola Básica e Secundária Dr. Ferreira da Silva

Exposição de motivos

A violência doméstica e no namoro são um problema muito mais comum do que aquilo que possamos imaginar. Ela existe bem perto de nós, talvez mesmo na nossa vizinhança ou, por vezes, na nossa própria casa! Agredir uma vítima não é apenas exercer danos físicos sobre ela; é também coagir psicologicamente e afectivamente, menosprezar, maltratar com palavras que não ferem o corpo, mas ferem e destroem a alma e a autoestima da vítima. Vítimas de violência doméstica e no namoro questionam-se frequentemente sobre “Quem sou eu?”, “Porque me deixo levar por isto?”, “Porque é que eu não tenho a coragem de fugir? ”Porque é que eu penso que ele/ela vai mudar e esta foi a última agressão?”. Tudo isto redunda na perda de autoconfiança da vítima, na sua baixa autoestima, no seu medo de perder que entra em choque com a vontade de perder. A vítima sente-se confusa, não tem coragem de falar e denunciar mas, na realidade, também não tem a quem recorrer. Para tal, nós enquanto jovens ativos, propomos que sejam criadas condições que permitam à vitima a devolução daquilo que ela foi perdendo. É urgente a criação de centros especializados, tutelados pelas autarquias e pelos governos locais. É urgente promover palestras, conferências, caminhadas solidárias, atividades desportivas e tudo aquilo que possa libertar o eu vitimizado da prisão da violência domestica. É urgente denunciar. Mas é também urgente e muito mais urgente talvez, que as molduras penais sofram modificações para que os agressores não saiam impunes como tantas vezes saiem. Lutemos em prol da intervenção da justiça, das autoridades policiais e, acima de tudo do grito de libertação da vítima.

Medida proposta 1.:

1.Campanhas de sensibilização e solidariedade com as vítimas dinamizadas pelas câmaras municipais, juntas de freguesia e associações (caminhadas solidárias, actividades desportivas e palestras).

Medida proposta 2.:

2. Abordagem obrigatória do tema no currículo escolar, com contributo de várias disciplinas, através de dinâmicas de grupo, debates e outras iniciativas (ex.: jogos de basquetebol, futebol ou corta-mato, teatro…).

Medida proposta 3.:

3. Formação, sensibilização e seleção dos agentes de autoridade e juízes, de modo a que tenham uma conduta liberta de mitos ou estereótipos e atenção a casos de reincidência.