Parlamento dos Jovens - Secundário


Edição 2019/2020

Escola

Escola Secundária Marques de Castilho, Águeda

Exposição de motivos

Para além do cumprimento efetivo do tempo total da pena aplicada, consideramos fulcral a obrigatoriedade do réu ser acompanhado por um psicólogo com o intuito de desconstruir o seu cariz violento. Defendemos que deverá ser expressamente proibido o pagamento de fianças e o tempo até ao julgamento deverá ser o mais breve possível, visto que a Justiça tende a protelar estes casos. E por último, advogamos que os agressores sejam sujeitos a trabalhos comunitários obrigatórios, para aprenderem a trabalhar em situação de grupo e com isso consigam reconstruir uma nova vida com novos princípios apostando nos valores de respeito pelo outro. Investir em campanhas e palestras de sensibilização em vários tipos de comunidades ( escolar, laboral e recreativa) com o objetivo de prevenir este tipo de comportamento. Levar a cabo cursos de defesa pessoal de maneira a que futuras vítimas se tornem menos vulneráveis, nunca esquecendo o princípio que estas técnicas visam a defesa e nunca o ataque. Todo este trabalho deve ser levado a cabo especialmente em camadas mais jovens. Para o apoio à vítima já há algumas associações, mas o foco é sempre colocado na vítima. Porém, tende-se a descurar outro elemento fulcral, o agressor. É necessário pensar nas razões que levam alguém a violentar e maltratar outra pessoa. Na nossa perspetiva, urge uma intervenção na órbita do agressor, acompanhada por técnicos especializados que o ajudem a desconstruir o seu perfil violento, a gerir as suas emoções e a canalizar a raiva para atividades fisicamente desgastantes e exigentes ou para a prática desportiva. Por outro lado, deve também proporcionar momentos de meditação que conduzam à descoberta de si mesmo, por ex. o Reiki, Ioga. A nossa medida prevê ainda a criação de grupos de apoio onde se debatam questões relacionadas com este problema. Partilhar atenua o sofrimento, enquanto que a solidão torna a pessoa ainda mais frágil e vulnerável.

Medida proposta 1.:

Cumprimento efetivo da pena aplicada sem recurso à redução da mesma e com apoio psicológico ao agressor.

Medida proposta 2.:

Campanhas/palestras de sensibilização e cursos de defesa pessoal.

Medida proposta 3.:

Reforçar o apoio às associações já existentes e criar outras de ajuda a pessoas que sofram com este problema (vítimas, agressores, familiares e amigos).