Parlamento dos Jovens - Secundário


Edição 2019/2020

Escola

Escola Básica de Nogueira, Braga

Exposição de motivos

Ao trabalharem temas relacionados com a educação para os direitos, em forma de debate/elaboração de trabalhos (em suporte digital ou cartazes de sensibilização), os alunos envolver-se-iam com os temas identificando mais rapidamente o problema e as diferentes perspetivas e soluções. Os temas seriam trabalhados em articulação com todos os professores da disciplina, tendo em conta a faixa etária dos alunos. Para o segundo ciclo, poder-se-iam trabalhar temas como a noção de respeito pelo outro, o bullying, o ciberbullying e para o terceiro ciclo, poder-se-iam aprofundar temas como a violência social, violência no namoro, violência doméstica. Numa primeira fase, queríamos criar uma aplicação em que a vítima ou possíveis testemunhas pudessem fazer a denúncia de forma anónima, para que depois, as autoridades pudessem investigar o caso e, a ser verdade, julgar o agressor. Seguidamente, estes seriam encaminhados para as casas/albergues criados, com o objetivo da reabilitação. Dentro do albergue, os agressores teriam sessões regulares onde seriam aplicadas todas as terapias necessárias, assim como o acompanhamento de médicos e psicólogos. Seria também uma casa onde teriam de viver com condições mínimas de vida e onde também teriam de permanecer enquanto não estivessem prontos para voltar, para as suas famílias. Com a persistência de chamadas de atenção, as pessoas iriam refletir mais sobre o tema. Por outro lado, ao mesmo tempo que se possibilitava uma sensibilização mais personalizada, permitiria também a redução do desperdício de papel e plástico pois seriam usados os pacotes de alimentos usuais em vez de cartazes e outdoors.

Medida proposta 1.:

A primeira medida procura tornar a temática compreensível e de fácil acesso a todos os alunos, dependendo da sua faixa etária. Trata-se de incluir no plano das aulas de Cidadania e Desenvolvimento, temas relativos aos vários tipos de violência, sobre os quais os alunos trabalhariam durante um mês de cada período, na perspetiva de clarificação dos direitos individuais. No final de cada período letivo, os melhores trabalhos seriam expostos por toda a escola, de forma a tornar o tema visível.

Medida proposta 2.:

A nossa segunda proposta solicita uma maior rapidez na identificação das situações de violência e um apoio psicológico aos agressores. Desta forma, sugere-se a criação de casas/albergues para onde seriam encaminhados os agressores identificados, onde pudesse haver acompanhamento pessoal, médico e psicológico em grupo e/ou individual podendo este incluir psicoterapias adequadas ao caso que se revelassem eficazes.

Medida proposta 3.:

A última medida aposta na sensibilização através da colocação de publicidade informativa sobre o tema em rótulos de comida, bebidas ou até mesmo pacotes de açúcar.