Parlamento dos Jovens - Secundário


Edição 2019/2020

Escola

EB1,2,3/JI de Água de Pau

Exposição de motivos

As crianças e jovens são muito vulneráveis à violência doméstica e no namoro. Consideramos que este fator se deve, entre vários motivos, à falta de capacidade dos mais novos para lidar com a pressão, com o sofrimento e com a violência psicológica. É necessário dotar as crianças e jovens de mecanismos e técnicas que permitam acabar com a violência doméstica e namoro. Segundo os dados recentes da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), o número de jovens que diz ter sofrido pelo menos uma forma de violência por parte do companheiro(a) ou ex-companheiro(a) é de 58%. Consideramos fundamental que a escola, pela sua importância social, dote a crianças e jovens de capacidades para lidar e acabar com a violência. Outro fator que nos preocupa é a quantidade de jovens (67%) que entendem as práticas violentas como naturais. Observamos que as iniciativas existentes se focam unicamente em apoiar as vítimas de violência doméstica e no namoro. Estas medidas devem manter-se e são fundamentais. No entanto, consideramos que também é essencial intervir junto dos agressores(as) de modo a resolver o problema da violência doméstica e no namoro de um modo mais rápido e eficaz. As redes sociais fazem, cada vez mais, parte do quotidiano de todos os jovens e podem influenciar de um modo bastante significativo a sua felicidade. Preocupa-nos a existência de uma certa aceitação, por parte dos jovens, de formas específicas de violência como a violência psicológica, exercida através das redes sociais ou de atitudes de controlo. Como tal, é essencial prevenir e combater a violência que ocorre entre as relações no mundo digital. Face ao que foi exposto anteriormente e tendo em conta que é urgente acabar com a violência doméstica e no namoro, defendemos a implementação das seguintes medidas:

Medida proposta 1.:

Proporcionar nas escolas atividades extracurriculares para desenvolvimento da empatia, canalização e controlo da agressividade, reforço da autoestima e autodefesa.

Medida proposta 2.:

Criar um site/aplicativo dirigido a agressores(as) e possíveis agressores(as) que tenham dificuldades em se controlar.

Medida proposta 3.:

Realizar sessões para crianças e jovens de modo a divulgar e promover medidas de proteção contra abusos no “namoro digital”.