Parlamento dos Jovens - Secundário


Edição 2019/2020

Escola

Escola Básica Guerra Junqueiro

Exposição de motivos

Uma vez mais, o tema proposto a debate no âmbito do Parlamento dos Jovens é pertinente e atual, sendo uma mais-valia para o processo formativo dos jovens. Somos continuamente inundados por notícias que plasmam a realidade muito preocupante da violência, em especial da violência doméstica. Os números que são apresentados são avassaladores e, aparentemente, incontroláveis, pois parece que não se faz nada para os contrariar. Ora, sabemos que não é bem assim, pois são inúmeras as campanhas levadas a cabo por diferentes entidades e em diversos meios de comunicação. Contudo, achamos que há ainda um longo caminho a percorrer e cabe-nos a nós fazê-lo , ajudando também os outros a palmilhar esse caminho. Por isso, o envolvimento neste debate. Com o debate, a troca de ideias e o nosso envolvimento pretendemos aumentar a visibilidade das situações para as denunciar, para promover a proteção das vítimas e, sobretudo, contribuir para a diminuição dos casos de agressão. Para isso é importante aumentar o conhecimento sobre este assunto, valorizar o problema, não o escondendo, pois o velho ditado popular “entre marido e mulher, ninguém mete a colher” está desajustado e já não faz qualquer sentido. Paralelamente, devemos estar conscientes de que as vítimas são maioritariamente do género feminino, mas cada vez mais há homens nesta situação, homens que se escondem e que, por vergonha, não pedem ajuda. É contra esta situação que queremos afirmar-nos, queremos acabar com os estigmas. Como o combate à violência de género se deve iniciar cedo, propomos também medidas dirigidas à violência no namoro, pois é importante combater este problema à origem, porque se no namoro já há violência, numa relação futura essa violência irá, provavelmente, crescer. Assim, em nome do Agrupamento de Escolas de Freixo de Espada à Cinta, propomos, como formas para “combater a violência de género e no namoro”, as seguintes medidas:

Medida proposta 1.:

Alargar o sistema de geolocalização associado a um sinal de alerta, para prevenir a vítima e facilitar o auxílio das autoridades policiais.

Medida proposta 2.:

Criar campanhas e manifestações não só ao vivo, mas também nas redes sociais para combater a violência doméstica e no namoro, ajudando na identificação precoce de sinais de alerta para comportamentos agressivos.

Medida proposta 3.:

Criar um gabinete específico para, nas escolas, lidar com problemas associados à violência onde os alunos, de forma anónima e sigilosa, possam conversar à vontade sobre este assunto.