Parlamento dos Jovens - Secundário


Edição 2019/2020

Escola

Escola Básica de Manhente, Barcelos

Exposição de motivos

A violência doméstica e não pode ser vista como um destino que a vítima tem que aceitar passivamente, está envolta em mitos, que têm servido para “desculpar” o agressor e “culpabilizar” a vítima. É urgente desmistificá-los, refletir e debater o problema o mais cedo possível. Assim justifica-se falar de violência nas relações de namoro. A violência nas relações afetivas é cada vez mais precoce. Um em cada 4 jovens em Portugal já foi vítima de violência no namoro e em geral vítimas e agressores não se apercebem disso. Muitos jovens “toleram” e chegam a “desculpabilizar” a violência, e a violência sexual no namoro nem sequer é reconhecida como tal. Numa relação saudável nenhum dos dois manda no outro e ambos devem apenas mostram afetos, respeito e apoio mútuo. É normal que entre um casal de namorados surjam alguns conflitos, mas é importante diferenciá-los das situações de violência. Os conflitos resolvem-se através do diálogo e da procura conjunta de soluções, não há que os temer. É importante distinguir um conflito de uma situação de violência, uma vez que esta tende a ocorrer de forma repetida e a agravar-se com o passar do tempo. Ao início, pensas que teve um “mau dia”, que tem problemas com os pais ou na escola…SE continuar indefinidamente e piorar com o tempo deves manter-te alerta! Porque todos podemos ser vítimas de violência doméstica e no namoro, as nossas propostas centram-se na Sensibilização e Ação. Assim, recomendamos: 1. Intensificar as campanhas de divulgação e sensibilização nos meios de comunicação social, incentivando cantores a produzir letras e músicas sobre o tema e criando 1 dia nacional de luta e alerta para este drama. 2. Angariar fundos para criar novos espaços de acolhimento das vítimas e apoio psicológico, nos quais existam técnicos e agentes de autoridade especializados. 3. Tornar a Escola o local privilegiado de apoio à vítima e educação para a vida, dotando de recursos humanos e espaços próprios para denuncia e alerta das autoridades, audição de vítimas e investigação imediata, convívio de vítimas e conselheiros e abordagem do tema para lá das aulas de Cidadania. Devem fazer-se debates, e incluir conteúdos programáticos que ajudem a refletir sobre a violência e o amor.

Medida proposta 1.:

Intensificar as campanhas de divulgação e sensibilização para o problema e para os direitos da vítima, nos meios de comunicação, incentivando cantores a produzir letras e músicas sobre este tipo de violência e criando 1 dia nacional de luta e alerta para este drama.

Medida proposta 2.:

Angariar fundos para criar novos espaços para acolhimento das vítimas e apoio psicológico, nos quais existam técnicos e agentes de autoridade especializados.

Medida proposta 3.:

Tornar a Escola o local privilegiado de apoio à vítima e educação para a vida, dotando-as de recursos humanos e espaços próprios para denuncia e alerta das autoridades, audição de vítimas e investigação imediata, convívio de vítimas e conselheiros, alerta para os comportamentos violentos aceites como normais e abordagem do tema para além das aulas de Cidadania e Educação para a Saúde.