Parlamento dos Jovens - Secundário


Edição 2018 (2018/2019)

Escola

Escola Secundária de Oliveira do Hospital

Exposição de motivos

O aquecimento global é um dos temas mais preocupantes da atualidade e o debate deste tema tem como objetivo refletir em medidas que possam ser implementadas para amenizar as suas consequências e reverter os danos causados no planeta. Acreditamos que cabe ao Estado e às autarquias a implementação de medidas eficazes que deem primazia a estas energias e que ofereçam uma alternativa vantajosa aos combustíveis fósseis. Assim propomos um maior investimento na inovação técnica, em soluções que viabilizem os carros elétricos, como é o exemplo das baterias sólidas, substitutas das baterias comuns, menos poluentes, mais eficientes e com uma maior autonomia; propomos ainda um maior investimento em investigações que promovam o avanço tecnológico das energias renováveis, biocombustíveis e etanol. Preconizamos a criação de um projeto urbanístico municipal, que orientem aqueles que pretendam construir habitações, através de soluções mais eficientes que aproveitem os recursos energéticos naturais. Neste âmbito, urge uma maior fiscalização por parte do Estado, do projeto Casa Eficiente 2020. Por último, apela-se à reversão do decreto-lei 153/14 que veio desincentivar a venda da energia excedente produzida em casa, à rede pública, incentivando apenas o autoconsumo, com custos praticamente nulos. Nos transportes, propomos a criação de uma rede de transportes estatal, que disponibilizará opções mais rentáveis para famílias numerosas, através da criação de packs familiares e oferecerá concorrência às empresas pré-existentes, que terão de alterar as suas políticas e tornar-se mais atrativas. Sugerimos também a vulgarização de veículos elétricos/híbridos por parte do Estado, para que possam proceder ao aluguer destes a empresas e a singulares, sistema existente apenas em Lisboa e Porto. Defendemos também a aplicação de taxas mais reduzidas nas autoestradas a este tipo de veículos para incentivar a sua disseminação. Por fim propomos um maior incentivo a alternativas substitutas do plástico, como a aplicação da taxa de 10 cêntimos na produção de todos os materiais que possuam plástico na sua composição, e para os quais já existam alternativas mais sustentáveis. Estima-se que a maior percentagem de plástico nos oceanos corresponde a microplásticos primários e secundários provenientes de diversos produtos usados no dia a dia. Apesar de já existirem alternativas a estes produtos, estas são bastante mais caras. Daí, a taxa a aplicar a todos os produtos constituídos por plástico assumir um papel de destaque, tornando as opções ecológicas mais rentáveis. Alunos americanos descobriram o Fungo Pestalotiopsis microspora, que, com a ausência de oxigénio se alimenta de poliuretano, conseguindo degradar o plástico e que poderá vir a utilizar-se em aterros para auxiliar na reciclagem. É imperativa a investigação científica nesta área. Assim, poderemos ser um dos países cuja poluição diminui drasticamente e um dos pioneiros em encontrar soluções para salvar o nosso planeta.

Medida proposta 1.:

Implementação de estratégias que visem o desenvolvimento das energias renováveis em território nacional, bem como alternativas aos combustíveis fósseis nos transportes.

Medida proposta 2.:

Fomento de uma rede de transportes sustentável.

Medida proposta 3.:

Investimento em mecanismos que visem a mudança de hábitos comuns associados ao consumo desnecessário de plástico e consequente redução da produção do mesmo.