Parlamento dos Jovens - Secundário


Edição 2018 (2018/2019)

Escola

Escola Básica e Secundária Sacadura Cabral, Celorico da Beira

Exposição de motivos

Estamos já em 2019 e o prazo de validade da Terra, a nossa casa comum, está a ser por nós encurtado, numa atitude profundamente egoísta, que ignora as necessidades das gerações vindouras. Sabemos que a presença de gases com efeito de estufa na atmosfera se prende com um mecanismo de regulação da temperatura do planeta, pelo facto de estes reterem parte da radiação infravermelha irradiada da superfície terrestre, impedindo que a sua totalidade se perca para o espaço, trazendo consigo condições favoráveis à vida na Terra. Até ao século XVIII, o planeta assegurava um sistema de autorregulação da temperatura, sendo que, os gases com efeito de estufa cumpriam a função de garantir a necessária à existência de vida. No entanto, a partir da Revolução Industrial, a atividade humana provocou o aumento exponencial da concentração destes gases na atmosfera e, consequentemente, da temperatura da Terra. A ONU tem promovido diversas iniciativas com vista a consciencializar os países sobre a necessidade de inverter este ciclo e a adotar medidas que diminuam a progressão do aquecimento global. Neste contexto, foi aprovado, em 1997, o Protocolo de Quioto, que definiu objetivos de redução de emissões de gases com efeito de estufa nos países desenvolvidos. Na 24.ª Conferência do Clima, que decorreu em Katowice, na Polónia, de 3 a 14/12/2018, alertou-se para o facto de, em 2017, ter aumentado, na atmosfera, a concentração dos referidos gases: dióxido de carbono, metano e o óxido nitroso. Enquanto se discute sobre quem fica fora e dentro dos Acordos sobre o clima, a Terra aquece, o Ártico derrete e a Antártida vai ficando mais verde. No que concerne a Portugal já reparámos que há sobreiros e azinheiras a morrer no Alentejo? Que as ondas de calor se tornaram mais frequentes? Que a floresta de Portugal está a diminuir, consumida pelos incêndios? Que a precipitação já não cai como antes? Que os Invernos estão mais curtos? Que os mosquitos da febre de dengue encontraram condições para espalhar um surto na ilha da Madeira? Que, sem que se dê por isso, ocorre uma subida do nível do mar? Será que já demos conta da crescente frequência com que o país é atingido por fenómenos climatéricos extremos? Estes são apenas alguns dos efeitos das mudanças climáticas. Ainda vamos a tempo de inverter a tendência do aquecimento global. Mas, para isso, é necessária a coragem de romper com um paradigma de crescimento económico assente na ganância e no lucro a qualquer preço. Impõe-se, por isso, uma aposta urgente em alternativas aos combustíveis fósseis, os principais responsáveis pela questão que todos nós, neste dia, debatemos. Todos os países estão convocados a tomar medidas eficazes e Portugal não pode ficar de fora, enquanto potência no que às energias renováveis se refere. E nós, jovens, somos chamados a ser parte da solução, não do problema. Assim, os deputados e deputadas da Escola Básica e Secundária Sacadura Cabral recomendam a adoção das seguintes medidas:

Medida proposta 1.:

1- Forte investimento no setor das energias renováveis, aproveitando os recursos endógenos que possuímos, em detrimento dos combustíveis fósseis, os grandes responsáveis pelo aquecimento do planeta.

Medida proposta 2.:

2- Incentivos a projetos de agricultura sustentável, apoiando associações de produção biológica e criação extensiva de animais, bem como a reflorestação devidamente planificada (ordenamento florestal).

Medida proposta 3.:

Aposta numa mobilidade sustentável, amiga do ambiente.