Parlamento dos Jovens - Secundário


Edição 2018 (2018/2019)

Escola

Escola Profissional de Hotelaria e Turismo da Madeira

Exposição de motivos

Seguramente, durante a nossa infância tivemos o conhecimento da situação acentuada sobre a crise económica em relação ao nosso país, ou seja, foi um assunto que falou-se repetidamente até amenizar. No entanto, a temática relativamente às alterações climáticas acompanha-nos até os dias de hoje. Mas afinal, o que são as alterações climáticas e os impactos que podem causar ao nosso redor? Como vós sabeis, estas alterações são mutações no clima que podem influenciar o nosso meio, quer seja ele de modo direto ou indireto. Manifestam-se de diversos modos, sendo estes, o aquecimento global, efeito de estufa ou a própria ação do Homem. Estas alterações acontecem fortemente nos países em desenvolvimento (PED), como por exemplo: Tailândia que ocupa o primeiro lugar no ranking dos locais mais afetados devido ao excesso de turismo e às alterações climáticas, problemas que estão a levar à degradação dos ecossistemas. Contudo, estas perturbações revelam-se no Brasil em um prejuízo monetário de 4,7 biliões de dólares, devido às cheias súbitas, desflorestação e às secas em plantações produzidas pelo Homem para o bem social. Terminando os exemplos mencionados, somos capazes de observar as revelações do aquecimento global nas Filipinas, onde os desastres naturais já desencadearam cerca de 1659 óbitos, segundo os dados de 2016. Certamente todos vós tendes o conhecimento da famosa “ilha artificial” composta por grandes proporções de resíduos plásticos que habitam no Oceano Pacífico desde 1997 e com o passar dos anos têm vindo alastrar-se cada vez mais. Aliás, foi estimado em conter pelo menos 79 000 toneladas de material espalhado por 1,6 milhões de quilómetros quadrados, sendo considerado um malefício para a saúde humana e, principalmente, causadora de problemas perante a vida marinha. Deixando o tema do meio aquático, falaremos sobre as emissões de dióxido de carbono (CO2) e outros gases prejudiciais ao nosso redor e à própria atmosfera devido às construções de indústrias. A China é o principal emissor de CO2, contendo cerca de 8 plataformas/estruturas petrolíferas, que prejudicará o meio ambiente, nomeadamente pelos seus derrames e a própria interação do ser humano, fazendo com que várias espécies de peixes, corais e outros seres vivos sofram a sua própria estigmatização. Inclusive, a nível político existe ou existiram pessoas que negaram a veracidade do aquecimento global como exemplo o Donald Trump ou a Margaret Thatcher, que afirmavam que a tese do aquecimento era uma “desculpa” para promover o socialismo globalista. Já na parte económica, os diversos países preferem enraizar-se no lucro do que, necessariamente, na proteção dos ecossistemas para as gerações futuras. O “pensar globalmente, agir localmente”, começa desde as nossas residências até o exterior, mostrando a diferença, para que os outros possam segui-la. Para tudo isto, cada indivíduo tem a obrigação de contribuir na diminuição das consequências deste problema mundial.

Medida proposta 1.:

No meio terrestre, apostaremos no combate à desflorestação, ou seja, a criação de um número maior de reservas naturais, a proibição de abate de árvores para combustível e uma maior preocupação em alertar/educar um número máximo de pessoas na interação deste mesmo problema.

Medida proposta 2.:

Assegurar o controlo do escoamento dos fertilizantes e outros produtos perigosos para a água, passando na instalação de estações de tratamento de esgotos.

Medida proposta 3.:

Na área industrial, como uma das principais causadoras da poluição atmosférica, deveremos tentar garantir uma maior utilização de tecnologias alternativas, ou seja, que possam minimizar o consumo de energia, de modo que retenham os fumos e gases, podendo ser até reutilizados como fontes energéticas.