Parlamento dos Jovens - Secundário


Edição 2018 (2018/2019)

Escola

Escola Básica e Secundária Professor Reynaldo dos Santos, Vila Franca de Xira

Exposição de motivos

Segundo o Secretário-Geral da ONU, até 2030 temos de “baixar em 45% as emissões de gases com efeito de estufa em relação a 2010”, e em 2050 “ter-se-á de atingir a neutralidade carbónica, o que será a única maneira de limitar o aumento da temperatura global a 1,5 graus centígrados”. “Apostem na economia verde, não no cinzento da economia carbonizada”. O aumento da temperatura global é um dos problemas transnacionais mais graves com que a Humanidade se depara. Está demonstrado que, desde a Revolução Industrial para cá, a acção humana é a maior responsável pela catástrofe que se avizinha. Cabe agora às gerações hodiernas atenuar os malefícios de séculos de abusos incontrolados. Porém, já começa a ser tarde. O tempo é cada vez mais curto. Parar o processo de subida da temperatura média dos oceanos e da atmosfera da Terra, significa mobilizar recursos humanos, políticos, técnicos, científicos, económicos, financeiros e, sobretudo, desenvolver uma consciência ética. A Humanidade está, assim, perante um “trabalho hercúleo” do qual não podemos desistir, pois o planeta que os nossos filhos e netos herdarem depende daquilo que nós fizer já. As soluções não são fáceis, nem consensuais. Mudar os comportamentos de 7,6 mil milhões de pessoas é impossível. Destes, há muitos que, inclusive, negam a existência do problema. Alguns países, altamente poluidores, têm resistido à adoção de políticas sustentáveis com medo de que isso possa afetar o seu crescimento económico. Outros, porém, compartilham com a ONU o princípio de responsabilidades comuns, mas diferenciadas perante as alterações climáticas. “A principal responsabilidade é dos países que mais contribuíram para o aquecimento da Terra” – declarou o presidente do México. As exigências têm de ser repartidas consoante o grau de responsabilidade, defendem os representantes de alguns dos países emergentes. É necessário encontrar consensos. A ONU é a única organização internacional com capacidade e recursos para promover acordos entre nações. As “cimeiras do clima” têm sido passos importantes mas é preciso fazer muito mais e já. Porém, não podemos estar à espera, exclusivamente, daquilo que as “Cimeiras do Clima” decidirem ou das recomendações da ONU, temos, também, de pensar nas nossas responsabilidades individuais. O que pode fazer cada um de nós? Muito. Tudo depende nós. Da nossa conduta contribui para o desenvolvimento de uma consciência colectiva. Temos de ser exigentes e críticos em relação aquilo que se passa à nossa volta. Mas a massa crítica depende do nível cultural dos povos. Por isso uma das principais medidas para resolver este problema é apostar na educação. Apesar de ser um “chavão” já gasto, não encontramos quem possa fazer melhor. Como se sabe, os efeitos da educação não são imediatos, mas não há melhor caminho para mudar mentalidades, comportamentos e atitudes. A educação ambiental é, pois, uma das vias fundamentais para fomentar e desenvolver práticas amigas do ambiente e do Planeta.

Medida proposta 1.:

Investir mais na Educação Ambiental, em todos os níveis de ensino.

Medida proposta 2.:

Diminuir os impostos sobre os veículos ecológicos, de modo a torná-los, também, acessíveis aos grupos com menos posses.

Medida proposta 3.:

Aumentar as áreas florestais com espécies autóctones e reforçar a vigilância das mesmas.