Parlamento dos Jovens - Secundário


Edição 2018 (2018/2019)

Escola

Escola Secundária Diogo de Macedo, Olival, Vila Nova de Gaia

Exposição de motivos

De acordo com o World Air Quality, que realiza estudos em tempo real, nas principais cidades do mundo, a qualidade do ar tem vindo a piorar, contribuindo para o aumento de riscos de doenças respiratórias e de pele. Na cidade de Lisboa, em particular na região de Entrecampos, na cidade do Porto, junto a Lordelo do Ouro, e na cidade de Estarreja, os níveis de poluição do ar já atingem valores de 106 (IQA) e 108 (IQA). Estes valores traduzem perigosidade para os seus habitantes e para quem nelas trabalha, provocando doenças do foro respiratório, imunológico e cognitivo. Sabemos que temos de reduzir a poluição e combater o aquecimento global. Todos temos de pensar em cidades mais sustentáveis, adotando medidas simples e exequíveis. A adoção progressiva de um processo sustentável e mais amigo do ambiente na construção das cidades, utilizando materiais economicamente acessíveis (como o cimento e a tinta fotocatalítica), que traduzam uma redução dos gases com efeito de estufa e a melhoria do bem-estar geral, é algo que acende o fósforo da esperança para um futuro mais verde, onde as alterações climáticas não ameacem, permanentemente, a humanidade. Tomemos o exemplo do túnel do Marquês, local mais poluído do país, de acordo com o alerta lançado pelo Instituto Superior de Engenharia de Lisboa. Assim, se este espaço fosse pintado com uma tinta fotocatalítica conjugada com luzes ultravioletas, seria possível diminuir a poluição atmosférica produzida por 5214 carros num ano, visto que esta tinta tem a função de absorção dos gases e eliminação de micróbios que se encontram por exemplo nos túneis, nas habitações e nos hospitais. E assim que a luz Ultravioleta (UV) é acesa, ativa as substâncias presentes na tinta, como o dióxido de titânio, reduzindo imediatamente os níveis dos poluentes, em mais de 50%. Quando a luz é apagada, os níveis voltam aos valores iniciais, funcionando como uma grandiosa mais-valia, devido à sua capacidade de retenção de gases poluentes, demonstrando já uma melhoria dos níveis de poluição neste espaço. É neste sentido que, hoje, é mais importante do que nunca, investir em estratégias sustentáveis e inteligentes de rentabilização dos recursos, sobretudo nos centros urbanos, onde se concentram as atividades económicas, a população, e em geral todas as dinâmicas da vida humana, começando por medidas mais simples que, certamente, farão uma grande diferença: como a aplicação do cimento e da tinta fotocatalítica na construção e reparação dos edifícios, com a capacidade de absorver a poluição do ar. Tornarmo-nos humanos mais ecológicos é essencial na sociedade em que vivemos, pois é a única garantia de que as próximas gerações, mesmo aquelas que já nasceram, terão um futuro na Terra.

Medida proposta 1.:

Utilização do cimento e tinta fotocatalítica na construção e reparação de edifícios públicos e em obras públicas, como por exemplo em hospitais, escolas, pontes, túneis e estradas.

Medida proposta 2.:

Colocação de painéis solares na iluminação pública, tornando-a totalmente autónoma relativamente à rede elétrica convencional. Esta medida faz com que Portugal melhore em termos ambientais, mas também em termos económicos, pois esta tecnologia permite grandes poupanças.

Medida proposta 3.:

Substituição de materiais de construção, como por exemplo: tintas, vernizes, colas e até mesmo selantes, que são bastante poluentes para a nossa atmosfera, por materiais mais sustentáveis, como é o caso do bambu, da tinta ecológica, do replast (produção de blocos modulares a partir da compressão dos restos de plástico) e até mesmo da argamassa de argila.