Parlamento dos Jovens - Secundário


Edição 2018 (2018/2019)

Escola

EB2,3/S de Vila Franca do Campo

Exposição de motivos

Com uma frequência que é cada vez maior, vai sendo referido o grave problema que é o aquecimento global. Que se aborde tão grave temática, face às mudanças cada vez mais percetíveis do clima faz todo o sentido. Importa, todavia, e mais do que discutir as consequências, abordar as medidas a tomar e respetivas soluções a impor, para que as gerações presentes e futuras possam desfrutar de um planeta mais limpo e sustentável. Assim, considera-se que a criação de incentivos (monetários, fiscais e formativos) para produtores de carne, laticínios e ovos, no sentido de substituírem esta fonte de rendimento por outras menos nocivas para o ambiente, nomeadamente através da alteração do uso do solo e incentivo ao agroturismo, seja uma forma se alterar a fonte de rendimento de um grande número de agricultores, no sentido de se alcançar, gradualmente, uma diminuição do aquecimento global do planeta. A predominante produção de carne é responsável por uma brutal emissão de dióxido de carbono gerada pela desflorestação e grande libertação de gás metano, contribuindo tanto ou mais para o aquecimento global que todos os automóveis, aviões e barcos que circulam no planeta. Só assim se torna a redução da emissão de gases poluentes, responsáveis pela progressiva destruição da cama de ozono, uma realidade. Para além de uma atuação ao nível da produção, mencionada anteriormente, entende-se que só agindo em simultâneo no lado do consumo se obterão os resultados pretendidos. Assim, considera-se que a promoção de ações de sensibilização sobre as alterações climáticas, destinadas à comunidade mais jovem, mais recetiva á mudança, com o intuito de aumentar a consciencialização e a capacidade humana e institucional sobre a mitigação, adaptação, redução do impacto e alerta precoce da mudança do clima, gerarão alterações comportamentais dos consumidores. Do mesmo modo, torna-se imperativo a divulgação de uma dieta alimentar, que deverá ser introduzida nas ementas escolares, menos centrada no consumo da proteína animal, que tem vindo a aumentar exponencialmente. Chama-se ainda o Estado a intervir diretamente, dado que este tem um papel extremamente importante na resolução desta problemática. Nesse sentido deve o mesmo promover uma forte aposta no investimento público (central e local) em centrais de produção de energia renovável (geotérmica, eólica, maremotriz, solar) destinadas, sobretudo, à utilização industrial (vendidas a custos reduzidos), devendo, igualmente, ser fomentando com apoio estatal, ao uso particular de energia solar, pelas condições climatéricas favoráveis do nosso país. Procede-se, assim, a uma diminuição conjunta das emissões de gases poluentes, nomeadamente derivados da produção industrial e combustíveis fósseis.

Medida proposta 1.:

Criação de incentivos (fiscais, monetários e formativos) para os produtores de carne, laticínios e ovos, substituírem, gradualmente, estas fontes de rendimento por outras menos nocivas para o ambiente, nomeadamente através da alteração do uso do solo e da promoção do agroturismo.

Medida proposta 2.:

Promoção de ações de sensibilização sobre as alterações climáticas, destinadas à comunidade mais jovem, com o intuito de promoverem alterações comportamentais dos consumidores, nomeadamente dos seus hábitos alimentares.

Medida proposta 3.:

Forte aposta no investimento público em centrais de produção de energia renovável (geotérmica, eólica, maremotriz, solar), bem como criação de incentivos para o uso particular de energia solar.