Parlamento dos Jovens - Secundário


Edição 2018 (2018/2019)

Escola

Escola Secundária D. Afonso Henriques, Aves, Santo Tirso

Exposição de motivos

A comunidade científica considera a atividade humana a principal responsável pelo aquecimento do planeta apontando como causas deste fenómeno o aumento crescente das emissões de gases de efeito de estufa (dióxido de carbono (CO2), metano, entre outros) gerados pelas atividades industriais e agropecuárias, pela queima de carvão, petróleo ou gás e, por outro lado, a desflorestação e respetivas consequências ao nível da regulação climática, com a diminuição da absorção de CO2. A sustentabilidade do planeta depende da participação ativa e concertada de todos, sendo este um dos maiores desafios que a humanidade enfrenta. Para inverter o paradigma atual, todos têm que alterar comportamentos e mentalidades. A forma como vivemos e a energia que consumimos vão determinar a vida do nosso planeta. Cabe a cada um iniciar a mudança, reduzindo o impacto ambiental que resulta da sua atividade diária. Que preocupações temos diariamente para minorar os impactos ambientais? O plástico tornou-se parte integrante das nossas vidas por ser versátil, porém é extremamente perigoso para o ambiente. Entre outras consequências nefastas, cerca de 8% da produção mundial de petróleo é utilizada na criação de plásticos, sendo uma quantidade semelhante consumida como energia no processo da fabricação, cuja queima liberta elevadas quantidades de CO2 para a atmosfera. Nas escolas portuguesas os alunos compram garrafas de água, que acabam no lixo, enchendo os ecopontos e perfazendo quantidades assustadoras no final de cada semana, mês e ano. Isto seria evitado com a proibição da venda de garrafas de água de plástico nas escolas e com a implementação de dispensadores de água filtrada para abastecimento de vasilhas reutilizáveis. Os gases produzidos na queima dos combustíveis fósseis são responsáveis pelo aumento do efeito estufa e aquecimento global. A alternativa é o reforço da utilização das energias renováveis. Inúmeros semáforos estão ligados para garante da segurança rodoviária, consumindo muita energia elétrica produzida, em grande parte, a partir de combustíveis fósseis. A colocação de painéis fotovoltaicos associados a baterias aproveitaria a energia solar, permitindo autossuficiência energética aos semáforos de todo o país e acarretando inúmeros benefícios ambientais ao diminuir a utilização de carvão e de gás natural na produção de eletricidade e ao reduzir a dependência energética externa de Portugal. O papel é um dos materiais mais utilizados nas escolas. O papel é fabricado com fibras extraídas da madeira, contribuindo para a desflorestação e consequentemente para a diminuição de absorção natural de CO2. No processo de produção do papel, entre outros produtos químicos, usa-se o dióxido de enxofre (SO2). A emissão deste gás para a atmosfera contribui para a formação das chuvas ácidas, acentuando o processo de desflorestação e reduzindo a capacidade de captura do CO2. Ao reduzir o consumo de papel nas escolas, está-se a contribuir para mitigar o aquecimento global.

Medida proposta 1.:

Proibição da venda de garrafas de água nas escolas e implementação de dispensadores de água filtrada, permitindo que cada aluno reencha a vasilha reutilizável. Sendo o plástico um dos maiores problemas do mundo atual, a eliminação da venda de garrafas de água nas escolas públicas teria reflexos na redução significativa do seu consumo em Portugal. Para além disso, não seria um investimento insuportável para o estado português, prevendo-se bastante exequível e mesmo inspiradora para outros países.

Medida proposta 2.:

Aplicação de painéis fotovoltaicos associados a baterias para garantir a quase total independência energética dos semáforos. Os benefícios sentem-se ao nível da redução do consumo de energia baseada em combustíveis fósseis e, consequentemente, da redução da despesas; da diminuição de emissões de GEE e da diminuição dos acidentes rodoviários. Portugal planeia reforçar os investimentos em energia solar, enquadrando-se perfeitamente nesta estratégia a existência de semáforos com energia solar.

Medida proposta 3.:

Adoção de tablets como instrumentos de apoio às aprendizagens dos alunos, desmaterializando os manuais escolares. Isto gera uma poupança financeira suficiente para compensar a oferta de tablets com vantagens na redução do consumo do papel e na mitigação dos respectivos efeitos ambientais nefastos (e. g., desflorestação, destruição do solo, poluição dos rios, captura de CO2). Acrescem ainda vantagens na motivação dos alunos, no reforço das competências TIC e na redução do peso das mochilas.