Parlamento dos Jovens - Secundário


Edição 2018 (2018/2019)

Escola

Escola Secundária de Vilela, Paredes

Exposição de motivos

A qualidade de vida e o desenvolvimento sustentável estão associados a um ambiente são, pelo que é essencial desenvolver esforços no sentido de dissociar o crescimento económico de degradação ambiental, através de medidas que permitam desenvolver as atividades económicas sem aumentar, ou mesmo fazendo diminuir, a pressão sobre o ambiente. O crescimento demográfico e urbano colocam problemas ambientais cada vez mais prementes a nível mundial, exigindo mais mediadas para assegurar a qualidade do ar, da água, dos oceanos, dos solos e ecossistemas, bem como limitar as alterações climáticas, estas, induzidas pela ação humana, resultam, principalmente, do aquecimento da atmosfera. Daí a necessidade de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa. A União Europeia cumpriu o compromisso assumido em Quioto de, em 2000, estabilizar as emissões de CO2, em níveis aproximados aos de 1990, apesar de alguns Estados-membros os terem ultrapassado. A principal prioridade era reduzir até 2012, 8% da emissão de gases efeito de estufa, face a 2009, e esta meta foi cumprida. O Acordo de Paris foi tácito no que diz respeito à necessidade de reduzir o aumento global das temperaturas para atenuar o impacto das alterações climáticas até ao final do século. Este tem como objetivo impedir que as temperaturas médias globais subam mais de 2 graus célsius até ao final do século XXI. A EU comprometeu-se na Cimeira de Paris em reduzir as emissões em 40% até 2030 e 80% em 2050. É preciso adotar medidas sem precedentes para que a temperatura global não ultrapasse os 1,5ºC, foi o mote das negociações e dos trabalhos realizados na recente COP24 em Katovice, dezembro de 2018.

Medida proposta 1.:

Criar novos programas de incentivo ao recurso de energias renováveis e amigas do ambiente nomeadamente a energia solar, reduzindo a nossa dependência da energia produzida pela queima dos combustíveis fósseis. Incentivar ao aproveitamento desta forma de energia nas habitações particulares e nos edifícios públicos, uma vez que sendo Portugal um dos países da Europa que beneficia de maior número de horas de sol ao longo ano, não é o país que mais a aproveita para a produção de energia elétrica.

Medida proposta 2.:

Proteger os recursos e espécies endógenas e autóctones das regiões através de programas ambientais e de proteção da biodiversidade que envolvem desde os nossos decisores políticos aos públicos de diversas idades, com programas e atividades de sensibilização como o dia da floresta autóctone, campanhas de reflorestação de áreas devastadas pelos incêndios.

Medida proposta 3.:

Planeamento eficaz de uma rede de transportes urbanos intermodais acessíveis a todos e que incentivem a sua utilização diária, reduzindo desta forma as distâncias tempo e custo dos utilizadores bem como a restrição do uso do transporte particular dentro nos centros urbanos. Sendo que estes transportes sejam cada vez mais movidos a energias "limpas", amigas do ambiente.