Parlamento dos Jovens - Secundário


Edição 2018 (2018/2019)

Escola

Agrupamento de Escolas Francisco de Holanda

Exposição de motivos

De acordo com o relatório da OMS, todos os anos morrem sete milhões de pessoas por causas diretamente relacionadas com a poluição, sendo que os níveis de contaminação atmosférica permanecem perigosamente elevados. O setor dos transportes é uma das principais fontes de gases com efeito de estufa, provocando elevados níveis de contaminação atmosférica. Segundo dados do INE, o consumo de combustíveis rodoviários portugueses é bastante elevado e tem vindo a aumentar. Deste modo, torna-se fulcral implementar medidas que contrariem esta tendência. Portugal tem, atualmente, 713 mil automóveis altamente poluentes nas estradas, sendo a sua maioria de gasóleo. Estes números colocam Portugal no 11º lugar entre os estados-membros da UE de países com mais carros poluentes a gasóleo. Estes carros, apesar de terem passado nos testes de emissão da UE, quando são conduzidos em condições reais emitem óxidos de azoto, nove vezes acima do limite legal. Esta situação resulta do facto de os veículos terem sido desenhados pela indústria para passar nos testes, mas quando são conduzidos em estradas com relevo acidentado ou a maiores velocidades emitem valores acima do limite legal. Para reverter os efeitos das Alterações Climáticas é urgente reduzir as emissões dos gases com efeito de estufa. O consumo de energia eléctrica proveniente de energias fósseis é um problema, mas o consumo em excesso dos recursos, energéticos ou outros, não é um problema menor. É urgente educar a população para um consumo de energia e dos recursos de forma mais equilibrada. Os consumidores deveriam ser informados se o seu consumo mensal é sustentável e equilibrado e, no caso de não ser, que devem mudar de atitude. Hoje, mais do que nunca, temos verificado diversos problemas a nível ambiental, sendo a maioria consequência da poluição que há muito se verifica. No entanto, esta tem nos últimos anos atingido níveis nunca antes vistos e que se têm mostrado bastante alarmantes. As suas consequências já têm um impacto real nos dias de hoje mas terão um ainda maior nas gerações futuras. Um dos grandes problemas atuais deve-se às enormes quantidades de resíduos sólidos existentes e que têm vindo a aumentar de dia para dia, sendo o resultado de um aumento crescente do consumo das sociedades. São estes problemas que queremos combater. Os docentes de Geografia realizaram debates inter e intra turmas. A escola dinamizou uma sessão de esclarecimento sobre o trabalho desenvolvido pela autarquia de Guimarães no combate e mitigação às Alterações Climáticas, tendo estado presentes três técnicos da CMG e do Laboratório da Paisagem. Depois, a professora Carla Mota, Doutorada em Geomorfologia Glaciar e Estudos Ambientais, proferiu uma sessão sobre Alterações Climáticas. De seguida, a escola dinamizou uma sessão de debate para apresentação das medidas de todas as listas, bem como a sua discussão. Depois destas sessões globais, as medidas voltaram a ser discutidas intra-turmas e aperfeiçoadas.

Medida proposta 1.:

Transportes escolares elétricos e apoio à compra de carros elétricos – As Autarquias terão o papel ativo, subsidiando a compra de transportes elétricos, sendo que o subsídio seria indexado à diferença de contaminação entre o novo veículo e as emissões de gases estufa do anterior. O objetivo é a alteração do parque automóvel, sendo fundamental o investimento das Autarquias no desenvolvimento de campanhas.

Medida proposta 2.:

Notas informativas de incentivo ao baixo consumo nas faturas - Em função dos consumos mensais, as notas nas faturas de luz/água/gás poderiam ser uma forma eficaz de alertar o consumidor, premiando bons consumos e penalizando os excessivos. Por exemplo, em caso de consumo excessivo, “Se todas as famílias apresentassem este consumo seriam necessários 3 planetas para satisfazer as necessidades de todos os habitantes.” Por outro lado, sugeririam uma solução prática para esta questão.

Medida proposta 3.:

Programas de apoio à conversão de resíduos orgânicos em adubos naturais - A criação de centros de recolha de resíduos orgânicos nas freguesias permitiria a transformação em adubos orgânicos e a sua distribuição pelas explorações agrícolas. Esta recolha seria dinamizada pela Junta de Freguesia, com uma maior proximidade com os munícipes. De modo a incentivar a participação nesta iniciativa seriam atribuídos prémios (ex. descontos nos impostos autárquicos).