Parlamento dos Jovens - Secundário


Edição 2018 (2018/2019)

Escola

Escola Profissional da Horta

Exposição de motivos

O Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas alerta que urge tomar medidas para reverter o aquecimento global e que a humanidade tem até 2030 para alterar positivamente o impacto da sua ação. Todos os dias, individualmente, podemos envidar esforços que contribuem para a solução. Compete, no entanto, aos governos tomar medidas que impulsionem a mudança global. Consoante a zona do mundo em que nos encontramos, as medidas mais relevantes divergem sensivelmente, pelo que se nos afigura coerente irmos de encontro às mais pertinentes para a realidade portuguesa. Neste sentido, considerando que se estima que “a produção de eletricidade em Portugal é responsável por um quarto das emissões de carbono para a atmosfera, ligadas ao efeito de estufa e ao aquecimento global”, e que a iluminação LED é a tecnologia mais eficiente, com o mesmo fluxo luminoso, imediato e sem aquecer, menor consumo de eletricidade, e maior durabilidade, sendo também mais sustentável, pois as lâmpadas não contêm mercúrio e são recicláveis, propomos generalizar o seu uso. O Plano de Promoção da Eficiência no Consumo de Energia Elétrica promove a troca das lâmpadas de halogéneo pelas LED, contudo, precisamos de incentivar a população. Tal poderia beneficiar do exemplo do sistema público, substituindo gradualmente todas as suas lâmpadas como preconizamos na 1.ª medida. O tráfego automóvel, à semelhança da produção de eletricidade, representa 25% das emissões de carbono no nosso país, pelo que cada vez mais há que apostar em andar a pé, de bicicleta e fazer uso da rede pública de transportes, que urge melhorar de modo a facilitar os percursos pelo menos dentro das cidades. Consideramos, portanto, que fechar os centros históricos ao tráfego resultaria num incentivo ao prescindir do constante uso da viatura particular, contribuindo para incrementar outros modelos de deslocação, o que justifica a 2.ª medida apresentada. Apesar de em Portugal o impacto da pecuária na emissão de carbono ser ultrapassado pelos pontos anteriormente mencionados, estima-se que “a fermentação entérica proveniente do gado bovino representa o equivalente a cerca de quatro por cento das emissões anuais de carbono. O processo digestivo dos ruminantes produz e liberta metano, gás considerado um dos grandes responsáveis pelo efeito de estufa. Tal, aliado ao facto de segundo a Organização Mundial de Saúde consumirmos demasiada carne, consiste na fundamentação para a 3.ª medida enunciada. Além do exposto, apostamos na sensibilização das camadas mais jovens, em contexto escolar, que acreditamos contribuir para o esclarecimento das suas famílias. Temos por certo que reverter os efeitos do aquecimento global será uma tarefa hercúlea, não obstante cabe-nos a responsabilidade de minimizar as suas consequências e deixar às gerações futuras um planeta saudável e sustentável. Todo o contributo conta e qualquer passo em direção à mudança é imprescindível, um dever de todos e de cada um de nós!

Medida proposta 1.:

Substituir gradualmente a utilização de lâmpadas de halogéneo por LED em todos os organismos e rede de iluminação pública, começando pelas escolas, de modo a formar pelo valor do exemplo.

Medida proposta 2.:

Reduzir o tráfego automóvel, incentivando o uso de meios de transportes não poluentes e públicos, através do encerramento ao trânsito do maior número possível de centros históricos (salvo comuns exceções legalmente admitidas).

Medida proposta 3.:

Reduzir o consumo de carnes vermelhas e produtos lácteos, através da implementação de um dia sem os mesmos em todos os organismos públicos, começando pelas escolas, e do limite de duas refeições semanais que incluam carnes vermelhas em cantinas escolares e hospitalares, de forma a provocar impacto a longo prazo na mudança de hábitos.