Parlamento dos Jovens - Secundário


Edição 2018 (2018/2019)

Escola

Colégio Liceal de Santa Maria de Lamas

Exposição de motivos

Nos últimos tempos, a questão das alterações climáticas tem vindo a surgir proeminentemente e de forma constante no debate público, sendo essa uma questão que divide bastante as opiniões de quem sobre ela delibera. Apesar de ser um fenómeno que ocorre naturalmente e sobre o qual o ser humano não consegue ter um completo controlo em muitas das componentes que englobam os fatores que levam ao acontecimento das alterações do clima, a principal dúvida que se coloca é o quanto este fenómeno é magnificado pela ação antropogénica e qual o impacto que ele poderá ter quer na atualidade, quer nos tempos vindouros, se nós, humanos, não formos capazes de atenuar os fatores que contribuem para a ocorrência destas modificações climatéricas atempadamente. Observando um bocado as opiniões acerca deste tema, tenho a impressão de que muitos têm discursos exacerbados no que a esta questão concerne, colocando-a quase como um “apocalipse zombie”, pois isso é vantajoso para esses indivíduos, na medida em que eles se podem aproveitar dessa postura demagógica para ganhar relevância na ótica da opinião pública, ou até mesmo no caso dos governantes já eleitos, arranjarem justificações para fustigar o povo de impostos para poderem continuar a alimentar as suas luxúrias e aumentar as chamadas “gorduras do estado” , além de que os rostos que estão conotados como “paladinos da salvação do planeta” irão contar sempre com o suporte do lóbi ambientalista, que é constituído por ONG’s que fazem do suposto serviço à comunidade um autêntico negócio e também por aqueles que pretendem monopolizar as energias renováveis. Do outro lado, estão aqueles que negam por completo a interferência da ação antropogénica nas alterações climatéricas, pois os seus negócios podem ser nefastamente impactados em grande escala com algumas das medidas dedicadas a travar as alterações climáticas, como por exemplo, quem tem como fonte de rendimento o aproveitamento de energias não renováveis e os países que dependem do petróleo para a prosperidade da sua economia. Julgo que temos de encontrar um ponto de equilíbrio neste aspeto, para que consigamos ter a certeza de que o futuro não será conturbado, sem que afetemos a vida quotidiana da maioria da população na atualidade e alguns aspetos importantes na economia e na subsistência de quem depende daquilo que tem algum efeito neste fenómeno.

Medida proposta 1.:

Mais incentivos, menos penalizações Propomos um modo de agir ecologicamente mais sustentável, através da concessão de incentivos fiscais a projetos empreendedores que apresentem produtos, serviços, conceitos e oportunidades de negócios com uma maior sustentabilidade ecológica arranjando fundos através de um maior rigor orçamental noutros ramos, para assim se poder implementar projetos sociais que visem à transição suave para o uso de coisas ecologicamente mais sustentáveis

Medida proposta 2.:

Prevenir os incêndios e combater as suas causas Portugal tem um claro problema no que a incêndios florestais concerne. Propomos mais rigor na limpeza das matas, mais respeito pelos bombeiros, sensibilização mais proativa da população acerca dos comportamentos que podem desencadear os incêndios e mais dureza da justiça para quem ateia ou manda atear incêndios, bem como para aqueles que desviam verbas destinadas a combater e prevenir os incêndios ou para ajudar as vítimas dos mesmos.

Medida proposta 3.:

Investir na vocação de Portugal para o mercado das energias renováveis Como bem se sabe, o nosso país, quer pela sua posição geográfica, pelo seu clima ou pela sua riqueza natural, tem reunidas excelentes condições para se afirmar no ramo das energias renováveis. Propomos incentivar o desenvolvimento do autocarro movido a hidrogénio e uma forma menos dispendiosa de obter hidrogénio para abastecimento de viaturas com célula de combustível.