Parlamento dos Jovens - Secundário


Edição 2018 (2018/2019)

Escola

Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco, Vila Nova de Famalicão

Exposição de motivos

Atualmente, o planeta Terra apresenta uma subida de um grau celsius na temperatura média global, que se iniciou após o processo da industrialização, de acordo com a Organização Meteorológica Mundial. Ao longo dos últimos quatro anos, os termómetros a nível mundial atingiram recordes inéditos. Os glaciares estão a derreter a um ritmo mais acelerado do que se previa e as águas dos oceanos estão a subir e a roubar território. Por exemplo, o degelo da Gronelândia duplicou desde a década de 1990, tendo a sua superfície gelada perdido 250 mil milhões de toneladas de massa, em média, anualmente, de 2005 a 2009. Tem-se assistido a uma perda da biodiversidade, a uma cadência nunca antes vista e a fenómenos extremos, como secas, ondas de calor, furacões e outras catás-trofes naturais agravam-se. A tomada de medidas ambiciosas nos próximos anos é fulcral para travar esta catástrofe mundial que se avizinha, onde os cientistas temem que as temperaturas subam 1,5°C já em 2040 e que esta subida mais que duplique até final do século. Como tal, propomos, em primeiro lugar, a criação de uma quota mínima progressiva de reciclagem a nível municipal, onde os municípios cumpridores desta quota seriam premiados com um selo de município “amigo do ambiente”, criado pelo Governo, que lhes atribuiria uma vantagem percentual na candidatura para fundos europeus na área do ambiente. Com estes fundos, verificar-se-ia um contínuo investimento no setor ambiental. Adicionalmente, seria implementado um sistema de recolha separada de resíduos indiferenciados, papel/cartão, embalagens plásticas e metálicas e vidro, utilizando o município da Maia como um exemplo a nível nacional. Atualmente, o uso de plástico é exorbitante. Todos os anos são produzidos mais de 400 milhões de toneladas de plástico no mundo e apenas 9% é reciclado. Assim, em segundo lugar, sugerimos a implementação de sistemas de utilização de garrafas reutilizáveis, podendo ser enchidas diretamen-te de bebedouros com água filtrada ou de máquinas criadas com o intuito de desincentivar o uso de plásticos não reutilizáveis. Por último, propomos a criação de apoios financeiros ao desenvolvimento da agricultura celular, nomeadamente no setor da produção de carne celular, que seriam atribuídos, pelo Governo, com o cumprimento de certas metas. Com o investimento nesta investigação, acreditamos que será possí-vel tornar os produtos mais acessíveis a uma grande parte da população, através da redução dos custos de produção e aumento da oferta. Na atualidade, a produção de um quilo de bife de vaca equivale, em média, a 150 km a andar de carro e a 14.000 litros de água. Para além disso, a produ-ção de um hambúrguer consome 2.400 litros de água. Assim, a agricultura celular permite reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, reduzir a morte de animais, tais como vacas e galinhas, reduzir a quantidade de água usada e a quantidade de solo utilizado.

Medida proposta 1.:

Criação de uma quota mínima progressiva de reciclagem a nível municipal. Os municípios que atingissem esta quota seriam premiados com um selo de município “amigo do ambiente” que lhes fornecia uma vantagem percentual na candidatura para fundos europeus na área do ambiente, com o objetivo de incentivar uma recolha de lixo mais sustentável e dinâmica.

Medida proposta 2.:

Implementação de sistemas de utilização de garrafas reutilizáveis, podendo ser enchidas di-retamente dos bebedouros com água filtrada ou de máquinas criadas com esse intuito

Medida proposta 3.:

Criação de apoios financeiros ao desenvolvimento da agricultura celular, que seriam atri-buídos com o cumprimento de certas metas, tendo como principais objetivos aumentar a possibilidade de compra por parte da população, reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, reduzir a morte de animais, tais como vacas e galinhas, reduzir a quantidade de água usada e a quantidade de solo utilizado.