Parlamento dos Jovens - Secundário


Edição 2018 (2018/2019)

Escola

Escola Secundária de Loulé

Exposição de motivos

A árdua tarefa de mudar o mundo e reverter as alterações climáticas não pode, nem deve, ser um projeto exclusivo das grandes potências mundiais. Passa por todos nós efetuar esta mudança. É um projeto global, é o grande projeto da humanidade dos tempos modernos. Incidirá sobre as gera-ções mais novas a responsabilidade de mudar e alterar este rumos, e por isso mesmo, cabe-nos a nós, enquanto jovens, informados e conscientes dos problemas do mundo, agir num país onde, infelizmente, o envelhecimento se acentua e consequentemente a falta dinamismo e abertura à mudança também. Neste sentido, privilegiamos políticas de incentivo e consciencialização da realidade, ao invés de políticas de obrigação, feitas a pensar em todos como seres humanos capacitados para realizar adaptações urgentes, assentando em dois pilares que consideramos serem os pontos de partida: educação e adaptação. Portugal adotou o Quadro Estratégico para a Política Climática, que assenta em 9 objetivos, dos quais destacamos dois: promover a transição para uma economia de baixo carbono, gerando mais riqueza e emprego, contribuindo para o crescimento verde, e assegurar uma trajetória sustentável de redução das emissões de gases com efeito de estufa. Segundo a associação Quercus os portugueses não sabem como reduzir a quantidade de lixo ou reciclar. Apesar de haver 43 mil ecopontos espalhados pelo país, há locais onde não há ecopontos e apenas 13% dos resíduos chegam aos ecocentros separados. Para 2020, prevê-se que a reciclagem passe para 50%, sendo atualmente de 38%. É urgente apostar na informação e educação ambiental. Reciclar reduz o abate de milhares de árvores, o consumo de energia e areias, poupando os leitos dos rios, as importação de petróleo. Menor quantidade de matéria orgânica depositada nos aterros, menor produção de metano haverá. Só com a redução das emissões de CO², será possível limitar o aquecimento global e atingir até 2050, a neutralidade carbónica, reduzindo as atuais 70 megatoneladas ano para 10 megatoneladas. Todos os anos são produzidos mais de 400 milhões de toneladas de plástico e apenas 9% é reciclado e a maioria vai parar ao oceano. Importa, assim, reaproveitar o plástico, reduzindo a sua quantidade nos aterros, apostando nas estradas de plástico. A evolução desta ideia implicava a seleção do plástico, o fabrico das peças encaixantes por profissionais. à medida que ocorresse o desgaste das estradas de asfalto estas seriam substituídas pelas de plástico. Vantagens: aumento da durabilidade das estradas, criação de emprego, os oceanos mais limpos, diminuição das emissões de CO² e metano nos aterros. Portugal e os seus governantes têm dado passos importantes na reversão do aquecimento do planeta e na mitigação das mudanças do clima, contudo, é necessário pensar no global para se poder agir no local e adaptar a realidade portuguesa a uma, que não sendo a mais correta, está mais próxima do desejado de forma a alcançar uma sociedade de economia de baixo CO2.

Medida proposta 1.:

1.Baixar para 6% o IVA das lâmpadas LED e em compensação, criar uma taxa adicional para as lâmpadas que são mais prejudiciais ao ambiente, como as incandescentes(...). Assim estaríamos a beneficiar fiscalmente quem é amigo do ambiente.

Medida proposta 2.:

2.Distribuir os ecopontos (os 6 tipos) de tamanhos diferenciados, tendo em conta a densidade populacional e os setores de atividade in loco, informando a importância do seu uso.

Medida proposta 3.:

3. Construir estradas de plástico reciclável, reaproveitando o plástico a fim de reduzir a sua quantidade existente nos aterros / lixeiras, nos oceanos, e aumentar a durabilidade das estradas.