Parlamento dos Jovens - Secundário


Edição 2018 (2018/2019)

Escola

Escola Secundária José Belchior Viegas, São Brás de Alportel

Exposição de motivos

Neste milénio, as alterações climáticas são a maior ameaça que a Humanidade enfrenta, constituindo um perigo não só para as sociedades humanas, mas também para os ecossistemas naturais em todo o globo que suportam todas as formas de vida que conhecemos. Este problema constitui um perigo a um nível global como nunca antes visto pela humanidade e, no entanto, investigações sobre a opinião pública constataram que a consciência pública e a preocupação por este problema mundial são muito variadas. Por um lado, estudos indicam que à medida que as sociedades se tornam mais educadas (especialmente no mundo desenvolvido) e à medida que mais pessoas começam a experienciar mudanças mais atípicas nos padrões de clima local, a consciencialização de alterações climáticas e a visão do problema em questão, como uma ameaça global séria, tende a aumentar globalmente. Logo, investir na escolaridade obrigatória é uma ferramenta eficiente para aumentar a consciência e as perceções de risco das mudanças climáticas. Em adição, a aprendizagem de novos conhecimentos e habilidades para reduzir as vulnerabilidades e gerir os riscos associados a esta problemática também possui o benefício de ajudar a alcançar metas globais de desenvolvimento sustentável. A responsabilização, embora parcial, das comunidades escolares pela preservação e conservação de zonas ambientais pode contribuir para uma maior compreensão do perigo representado pela deterioração dessas zonas. Por outro lado, tornar a preocupação com o ambiente algo quotidiano e realçar a importância da sustentabilidade energética são fundamentais para combater eficazmente as mudanças climáticas. A educação é, assim, uma das mais importantes, senão a mais importante, ferramenta pela capacidade de informar e consciencializar a população. É o setor da educação que prepara os adultos de amanhã, por conseguinte constitui-se como o meio e estratégia mais indicados para enfrentar este problema que a cada dia se agrava. Devido às mudanças climáticas que ocorrem diante de nós, o setor educacional tem um papel fundamental em desenvolver as competências, o conhecimento e os métodos com os quais indivíduos e comunidades se podem e devem adaptar às mudanças climáticas. Por fim, é também a investigação científica um fator importantíssimo no combate às alterações climáticas, fundamental para assegurar a sustentabilidade ecológica através da procura de novas soluções. Se a sociedade se mantiver dependente das mesmas fontes de energia, e se alternativas rentáveis e sustentáveis não puderem ser encontradas, pouco ou nada se pode fazer na ação contra a problemática em apreço. Para além disso, apenas a investigação científica permite avaliar as mudanças no nosso clima e melhor nos proteger contra os seus aspetos nefastos. Em Portugal, o investimento em Investigação e Desenvolvimento não ultrapassou em 2017 1,32% do PIB, sendo a maior parte do investimento proveniente de empresas e de instituições de Ensino Superior.

Medida proposta 1.:

Apoiar a educação científica nas escolas, particularmente no que respeita aos fenómenos naturais e antropogénicos. Apoiar ainda a Investigação Científica e o Desenvolvimento Tecnológico, através de um maior investimento por parte do Estado e incentivo à ação desenvolvida por empresas e instituições de Ensino Superior.

Medida proposta 2.:

Desenvolver uma rede de base de escolas e grupos comunitários que, conjuntamente, trabalhem para monitorizar e conservar zonas ambientais, construindo a resistência dessas comunidades às mudanças climáticas.

Medida proposta 3.:

A reorientação do ensino e da aprendizagem por instalação de infraestruturas ecológicas, energéticas e sustentáveis no meio escolar.