Parlamento dos Jovens - Secundário


Edição 2018 (2018/2019)

Escola

Escola Secundária Padre António Martins de Oliveira, Lagoa

Exposição de motivos

Visando ultrapassar estas dificuldades iniciais, que se prenderam com alguma falta criatividade relativamente ao trabalhar de ideias francamente inovadoras,foi convidado um docente da disciplina de geografia o qual com o seu saber e experiência pessoal veio contribuir positivamente, para a construção das medidas que são nesta data o projecto da nossa escola. Desta forma, deram-se início aos trabalhos, calendarizando-se dois debates que envolveram alunos em primeiro lugar e dois docentes em particular, (um docente de geografia e outro de economia), organizando-se dois grupos de trabalho, visando abrir a discussão a toda a comunidade escolar, tendo-se contado também com a colaboração da nossa Associação de Estudantes, com o propósito de recolher opiniões/ ideais/ propostas que, de alguma forma, pudessem vir e merecer a atenção dos jovens deputados. Constituiu apenas uma única lista candidata à sessão escolar, a qual decorreu no auditório da escola secundária referida, em 23 de Janeiro de 2019. Nesse contexto, apresentaram-se, discutiram-se e votaram-se as várias medidas a fazer constar do projecto de recomendação à sessão distrital. A elaboração do projecto de recomendação assentou em quatro sessões de trabalho, sendo que a primeira delas foi destinada, em exclusivo, à apresentação do tema bem assim como ao fornecimento de informações várias, referentes a suportes multimédia, sites na internet, etc, com o propósito de documentar o melhor possível, os alunos participantes no projecto. A segunda sessão de trabalho teve por base uma apresentação teórica efectuada por um docente licenciado em geografia, Tiago Silva, à qual se seguiu um debate de ideias. Por último as duas restantes sessões foram ambas presididas pela coordenadora do projecto na escola, trabalhando oralmente a temática proposta e acompanhando os alunos da lista na redacção das medidas finais a levar a discussão na sessão escolar respectiva. Todo este trabalho preparatório realizou-se entre 7 de Novembro de 2018 e 9 de Janeiro último, tendo sido sempre coordenado pela professora Isabel Faina e onde estiveram presentes cerca de vinte alunos, do 11o e 12o anos. Por fim, realizou-se no dia 28 de Janeiro um debate no auditório da escola secundária onde pudemos contar com a presença da senhora deputada da bancada parlamentar do Partido Socialista, Dra Ana Passos, bem assim como com a presença do senhor director regional do I.P.D.J., professor Custódio Moreno, a senhora vereadora da educação professora Ana Martins, o senhor presidente da assembleia municipal, Dro José Águas da Cruz e o senhor director do Agrupamento de Escolas, professor Eduardo Luís que, juntamente com a coordenadora do projecto e cerca de 50 alunos, incluindo os alunos que integram a lista de deputados à sessão escolar, se discutiu de forma alargada e através de questões colocadas à senhora deputada convidada para a sessão, a problemática das alterações climáticas.

Medida proposta 1.:

O setor da restauração é imensamente responsável por impactos ambientais muitas vezes evitáveis. Assim, propõe-se a criação de uma lista de requisitos que visam à transição dos restaurantes para uma conduta de gestão mais ecológica. Ante o cumprimento dos requisitos, o restaurante é premiado com um diploma que pode usar para seu proveito no estabelecimento, assim como uma distinção em plataforma por criar, que filtra os restaurantes que, entre os demais, foram certificados neste âmbito.

Medida proposta 2.:

Todos os anos, 12 horas da carga letiva são remetidas ao Projeto de Educação Sexual. Não negligenciando a importância deste, propomos a instrução sobre práticas ambientais, que é de todo inexistente na maioria das abordagens curriculares atuais. Propomos a dedicação de cerca de 8 dessas 12 horas à instrução direcionada a esta problemática, culminando com a criação de um Projeto de Educação Ambiental, por ciclo de estudos.

Medida proposta 3.:

Tendo em conta os custos inerentes ao consumo de energia existentes na administração pública e local (e considerando o crescendo de prejuízos ambientais decorrentes dessa prática), as câmaras municipais obrigavam-se, partindo das dotações do O.E.,e num período de tempo a determinar, a dotar os seus espaços com equipamentos que lhes permitissem ver reduzidos esses consumos/impactos, alargando,por exemplo, a rede de ilhas ecológicas em áreas ainda não abrangidas ou o uso de energia fotovoltaica.