Parlamento dos Jovens - Secundário


Edição 2018 (2018/2019)

Escola

Escola Secundária da Sé, Guarda

Exposição de motivos

Tornam-se preocupantes as alterações climáticas: 2ºC a mais (em relação à temperatura média do Globo) pode constituir o “ponto de não retorno” para a destruição do “ecossistema planetário”, isto é, da nossa “Casa Comum”. Os sinais de desequilíbrio ecológico são mais que evidentes (o degelo dos glaciares, o aumento da ocorrência de fenómenos climáticos extremos, a desertificação, a destruição da biodiversidade …) e ignorá-los é “esconder a cabeça debaixo da areia”; é corroborarmos com a má gestão dos recursos e hipotecarmos, irremediavelmente, o nosso futuro e o das gerações vindouras! Não podemos “cruzar os braços”; afinal somos cidadãos do Mundo pois as fronteiras internacionais não passam de meras convenções humanas! Temos que promover uma visão holística do Ambiente: tudo está superiormente hierarquizado e uma alteração dos sistemas Terra/Oceano/Atmosfera pode implicar consequências irreparáveis, ainda que nas antípodas! Assim, enquanto é tempo, e como cidadãos responsáveis, propomos um conjunto de medidas baseadas nos pilares do Desenvolvimento Sustentável propostos pela ONU (Organização das Nações Unidas). Estas medidas pretendem constituir um plano de ataque congruente ao fenómeno crescente de “aquecimento global” que agrava, irreversivelmente, o designado “efeito de estufa”. Os principais responsáveis são os GEE (Gases de Efeito de Estufa) resultantes de uma sociedade “moderna” que assenta no paradigma errado do uso descontrolado dos hidrocarbonetos. Se nada for feito a curto prazo, poderá este modo de vida destruir a própria humanidade… Assim, neste projeto, centramos as nossas prioridades no aproveitamento das energias renováveis, potencial endógeno que Portugal, enquanto país mediterrânico, oferece (nomeadamente a energia solar; aproveitamentos fotovoltaico e térmico), sem descurar outras fontes de energias primárias como a eólica, geotérmica, das marés (…) que podem ser utilizadas de forma gratuita, universal e inesgotável para a produção de eletricidade. Desta forma, seria nossa principal preocupação reduzir os impactos negativos resultantes de uma mobilidade rodoviária crescente e desorganizada, assente nos hidrocarbonetos. Paralelamente, dever-se-ia apostar no conceito de “Casa Sustentável”, ou seja, na criação de “habitações inteligentes” integradas no seu Meio, de reduzido impacto ecológico. Por fim, e uma vez que as sociedades deveriam funcionar como “economias de aglomeração”, é fundamental haver um maior cuidado em relação aos princípios legislativos e normativas básicas pelas quais todos os cidadãos se deveriam reger, num contexto “Glocal” (pensar globalmente; agir localmente). Neste ponto, devemos considerar que “o caminho se faz … caminhando”, pelo que as boas práticas ambientais devem ser promovidas desde a primeira escola da vida: a Família; posteriormente, continuadas e reforçadas na instituição Escola e desta para a Vida Ativa, em que cada Um se sinta pertença responsável de um Todo.

Medida proposta 1.:

1. Mobilidade Amiga do Ambiente: Vivemos numa sociedade de grande mobilidade e atendendo aos GEE (Gases Efeitos de Estufa) lançados diariamente para a atmosfera pelos veículos rodoviários. É urgente apostar no uso de meios não poluentes (como a prática de uso generalizado da bicicleta, caminhadas em curtas distâncias) e nos veículos elétricos (particulares e públicos). Paralelamente, dever-se-ia condicionar a utilização de hidrocarbonetos com o agravamento da taxa de carbono, cujo result

Medida proposta 2.:

2. Energias Renováveis e Casa Sustentável: Defendemos a promoção das ER (Energias Renováveis), com a difusão do conceito de “consumidor-produtor” (que consiste no incentivo ao espírito empreendedor dos cidadãos que queiram apostar nas “energias limpas”, com incentivos fiscais e financeiros) e com a melhoria da eficiência energética dos respetivos equipamentos. Para se evitar a expansão urbana e fomentar o uso racional do território, consideramos prioritário a valorização de centros históri

Medida proposta 3.:

3. Normas a favor da “Casa Comum”: Na nossa terceira medida focamo-nos na criação e aplicação/monitorização de legislação nacional que vise preservar os ecossistemas e educar, através dos currículos escolares, para a “Política dos 3R”. Para se proteger a fauna e a flora consideramos ser necessário melhorar a legislação nacional de modo a que se protejam os ecossistemas, tão afetados, entre outros, com os incêndios que têm mitigado Portugal. Propomos a ratificação dos acordos internacionais