Parlamento dos Jovens - Básico


Edição 2018 (2018/2019)

Escola

Escola Secundária de Barcelinhos, Barcelos

Exposição de motivos

Os oceanos do mundo são importantíssimos para a vida na Terra e para a sobrevivência da espécie Humana. No entanto, a Humanidade não tem tratado os oceanos com o respeito que estes merecem, levando a cabo toda a espécie de abusos em relação a tão valioso conjunto de recursos. Estes têm funcionado como um escudo do planeta contra o aquecimento global: mais de 93% do aumento da temperatura do planeta, provocado, desde 1970, pelo aumento da emissão de gases de efeito estufa, foi absorvido pelos oceanos. Portugal é um país muito vulnerável perante problemas como o aumento da temperatura e do nível das águas e o derretimento das camadas de gelo, uma vez que tem uma longa linha costeira, tem as suas maiores cidades (concentração populacional) junto ao mar, tem os terrenos mais produtivos na faixa litoral ou a baixa altitude e tem uma zona marítima exclusiva muito grande, dependendo bastante dos recursos marinhos. O que constatamos? Quantidades enormes de plástico descartável flutuam nos oceanos. Por exemplo, no Mar Mediterrâneo calcula-se que 95% dos resíduos que flutuam sejam plásticos (e a própria água contém microplásticos). Os microplásticos são pequenos fragmentos derivados de material plástico de diferentes tipos. Estes passam pelos filtros de água e dirigem-se para os rios e oceanos e, assim, poluem os mares e matam seres vivos. Muitos destes microplásticos estão presentes nos produtos de higiene pessoal: cremes esfoliantes e pastas dos dentes. Para resolver o problema é necessário que as indústrias que produzem objetos em plástico passem a incluir formas de reutilizar as embalagens (e de utilizar os gases provenientes da sua produção para fins energéticos), nem que para isso sejam necessários incentivos financeiros como a redução do IRC! E estes micro plásticos têm que ser proibidos. Fala-se já numa ilha de plástico a flutuar que tem 1,6 milhões de quilómetros quadrados, o que equivale a mais de 17 vezes o tamanho de Portugal continental, Açores e Madeira, por isso, sem qualquer sombra de dúvida, podemos afirmar que temos tudo a ganhar em sair da letargia em que nos encontramos e em tomar medidas efetivas para travar o aquecimento global e salvar os oceanos, caso contrário poderá ocorrer a nossa extinção enquanto espécie, bem como a extinção de outras espécies que, por si só, não têm culpa dos nossos erros.

Medida proposta 1.:

A diminuição do IRC cobrado às empresas, no caso de terem sistemas de reutilização das embalagens plásticas dos seus produtos, bem como façam a reconversão dos processos produtivos.

Medida proposta 2.:

Proibir os plásticos descartáveis.

Medida proposta 3.:

Proibir a utilização de microplásticos em cremes esfoliantes e pastas dentífricas.