Parlamento dos Jovens - Básico


Edição 2018 (2018/2019)

Escola

Escola Básica de Manhente, Barcelos

Exposição de motivos

Nas últimas décadas o desenvolvimento da ciência e da técnica contribuíram para que a um ritmo acelerado se produza mais lixo do que aquele que o planeta pode eliminar. A vida agitada e o consumismo desenfreado, acelerou a produção de embalagens de uma só utilização, que logo após a sua aquisição vão para o lixo, o qual muitas vezes vai parar ao mar. Os oceanos têm funcionado como depósito para que os irresponsáveis se “livrem” do lixo, ou que por falta de regras de cidadania o abandonem nos lugares que utilizam para o lazer. As cidades, através dos esgotos, têm sido causadoras de poluição marítima e consequentemente dos seus ecossistemas. Os plásticos, que habitam e poluem os oceanos, contribuem para destruir os habitats e matar as criaturas marinhas, poluir os peixes que em breve chegarão à nossa mesa. Na nossa escola decidimos agir, realizando atividades que sensibilizam para a separação dos resíduos, a redução do consumo de plástico, a reciclagem ou a reutilização. As nossas propostas centram-se na Sensibilização e Ação para fazer com que o lixo plástico deixe de poluir os oceanos. Assim, recomendamos: 1- Colocar nos rios e nos esgotos, redes que filtrem o lixo e o impeça de chegar ao oceano. As autarquias, individualmente ou em articulação com outras e com o poder central, devem agir de forma a diminuir o lixo que é arrastado para o Oceano. Em parceria com empresas de recolha de resíduos devem disponibilizar contentores espalhados pelas ruas para se depositar o lixo de forma seletiva. Devem fazer protocolos com organizações ambientais, fornecendo-lhes o material necessário para colocar no leito dos rios e filtrar o lixo. Os serviços de higiene pública, devem fazer a limpeza frequente das sargetas e esgotos e colocar redes que filtrem o lixo; 2-Fazer uma recolha seletiva, porta a porta e semanal do lixo reciclável. Para educar os cidadãos para a reciclagem, as empresas de recolha de resíduos devem disponibilizar um serviço de recolha mais próximo e mais frequente. Propomos uma recolha semanal, porta a porta, especialmente de lixo plástico para que as famílias se sintam mais envolvidas no processo de separação; 3-Criar e disponibilizar aplicações para telemóvel, com alertas e imagens sobre a poluição dos oceanos e dar a conhecer boas práticas para diminuir o problema. As escolas, as empresas e os meios de comunicação social, devem promover de forma lúdica e pedagógica informações para incentivar os jovens a agir. Devemos aproveitar a aptidão e o interesse dos jovens pelo digital, incentivando-os a criar e a utilizar aplicações que os ponham em contacto com imagens e informações sobre o assunto. Nas Escolas devem realizar-se, cada vez mais, atividades lúdicas e pedagógicas que leve os jovens a mudar os seus comportamentos, dentro e fora da escola, e particularmente nos tempos livres e junto da natureza. Devem fazer debates, e incluir conteúdos programáticos que ajudem a refletir sobre a sustentabilidade do planeta.

Medida proposta 1.:

Colocar nos rios e nos esgotos, redes que filtrem o lixo e o impeça de chegar ao oceano. (As autarquias individualmente ou em articulação com as autarquias vizinhas e o poder central devem agir de forma a diminuir o lixo que é arrastado para o Oceano).

Medida proposta 2.:

Fazer uma recolha seletiva, porta a porta e semanalmente de lixo reciclável. (As empresas de recolha de resíduos devem incentivar os cidadãos a separar o lixo, especialmente o plástico, fornecendo um serviço de recolha mais próximo e mais frequente).

Medida proposta 3.:

Criar e disponibilizar aplicações para telemóvel, com alertas e imagens sobre a poluição dos oceanos e dar a conhecer boas práticas para diminuir o problema. (As escolas, as empresas e os meios de comunicação social devem divulgar de forma lúdica e pedagógica informações e incentivar os jovens a agir).