Parlamento dos Jovens - Básico


Edição 2018 (2018/2019)

Escola

Escola Secundária João Silva Correia, São João da Madeira

Exposição de motivos

Relativamente à medida um, todos os deputados foram unânimes em considerar que os sacos de plástico continuam omnipresentes, apesar de haver um novo cuidado na maneira como são gastos, passaram a ser pagos e existem em formatos maiores para poderem ser utilizados várias vezes. Durante décadas, poucos se interrogaram do impacto que esta transação tinha na natureza. Hoje sabemos que são uma das maiores formas de poluição dos oceanos e do ambiente. Os sacos de plástico são responsáveis pela destruição da biodiversidade marinha. Nesse sentido urge que se legisle a obrigatoriedade de todos os sacos plásticos serem biodegradáveis e que até 2022 sejam introduzidos os sacos plásticos hidrossolúveis (sacos de plástico que contêm calcário na sua composição e apenas libertam carbono em contacto com a água, sendo que o carbono não é um gás nocivo quando atua por ele próprio) proibindo a venda e uso de sacos de plástico normais em todos os estabelecimentos de venda ao público. Os sacos que pretendemos introduzir terão um valor pago pelos consumidores. Relativamente à medida 2 os deputados sabem que em Portugal existem dezenas de empresas da indústria de papel, gráfica, farmacêutica, química, entre outras. Estas utilizam celulose, uma fibra, como sua principal matéria-prima. No decorrer do processo de fabrico de papel, estas indústrias libertam resíduos compostos de celulose e outras substâncias, que são poluentes e representam um risco para os ecossistemas. A celulose, neste contexto classifica-se como um efluente industrial prejudicial. O destino usual destes efluentes são aterros sanitários. Assim propomos que se faça a extração de celulose destes resíduos para o fabrico de inertes quer nas indústrias, quer nas ETARs. Esta é uma solução exequível e economicamente alcançável consoante o investimento nas ETARs e da adesão do mercado. Relativamente à medida 3 os deputados pensam que não é suficiente o número de ecopontos existentes nas diferentes localidades. A grande quantidade de lixo nos oceanos é um problema global. Todos os anos, mais de 8 milhões de toneladas de plástico vão parar nos oceanos. Se nada for feito, até 2050 teremos mais toneladas de plástico do que de peixes nos mares. Medidas têm surgido, talvez demasiado lentamente, pois ainda falta um grande passo para que a humanidade tome consciência da obrigatoriedade de fazer uma gestão dos RSU sustentadamente, para não comprometer definitivamente o futuro da Terra. Deste modo deve apelar-se à separação dos resíduos sólidos urbanos. Assim, pensamos que se justifica a necessidade de aumentar o número de ecopontos existentes em todas as localidades do país, visto que o número de contentores de lixo orgânico é superior ao número de ecopontos o que leva as pessoas a colocar tudo no mesmo caixote e a não fazer uma efetiva separação do lixo produzido nas nossas casas. Como uma forma de sensibilizar a população, sugerimos, ainda, a redução dos preços dos pequenos ecopontos que temos nas nossas casas

Medida proposta 1.:

Uso obrigatório de sacos de plástico solúveis em água A nossa primeira medida é banir os sacos de plástico, substituindo-os inteiramente pelos sacos biodegradáveis e até 2022 legislar a obrigatoriedade de todos os sacos plásticos serem hidrossolúveis (sacos de plástico que contêm calcário na sua composição e apenas libertam carbono em contacto com a água, sendo que o carbono não é um gás nocivo quando atua por ele próprio).

Medida proposta 2.:

Reutilização de resíduos de celulose A nossa proposta é a extração de celulose destes resíduos para o fabrico de inertes quer nas indústrias, quer nas ETARs, neste caso, material granulado de construção como argamassa e betão. Esta é uma solução exequível e economicamente alcançável consoante o investimento nas ETARs e da adesão do mercado. Esta será provavelmente conseguida devido ao valor de venda de celulose bem como de granulados de construção. Pensamos que esta é uma solução viável e que a

Medida proposta 3.:

Aumentar o número de ecopontos A nossa terceira medida é aumentar o número de ecopontos existentes em todas as localidades do país, visto que o número de contentores de lixo orgânico é superior ao número de ecopontos o que leva as pessoas a colocar tudo no mesmo caixote. Como uma forma de sensibilizar a população, sugerimos a redução dos preços dos pequenos ecopontos que temos nas nossas casas.