Parlamento dos Jovens - Básico


Edição 2018 (2018/2019)

Escola

Escola Básica Arqueólogo Mário Cardoso, Ponte, Guimarães

Exposição de motivos

O aquecimento global e os efeitos que este fenómeno está a causar nos oceanos é um problema de dimensão global e que, o mais que possamos refletir e o maior que seja o debate sobre o mesmo, será sempre insuficiente, porém, muito importante. Sabemos que a raiz do problema, está, sobretudo, no uso dos combustíveis fósseis, por isso, transpormos este problema seria “um passo de gigante para a humanidade”. Os problemas dos oceanos estão diretamente relacionados com o aquecimento global, cuja principal origem provém da libertação excessiva de gases com efeito de estufa (GEE), que estão a fazer aumentar a concentração de calor na atmosfera e, desse modo, a aumentar a temperatura global da terra e da água dos oceanos. O aumento da população associado à melhoria do poder de compra das populações e do “encurtamento das distâncias, ditou um aumento muito elevado do uso dos transportes, principalmente individual. Este crescimento dos transportes não foi acompanhado (por razões economicistas) pela modernização dos sistemas de combustão. Ou seja, produzem-se carros cada vez mais bonitos, mais versáteis, tecnologicamente bem equipados (computador de bordo, GPS, …), … mas os sistemas de combustão continuam baseados nos combustíveis fósseis, mesmo que a invenção do motor elétrico se tenha dado no séc. XIX, mais precisamente em 1879, na Alemanha (In: Infopédia, Porto Editora). É caso para perguntarmos – do que estamos à espera? Outra questão importante é o sistema de produção de energia elétrica. Em Portugal, mais de 70% da energia elétrica produzida, provém de fontes renováveis (https://www.edp.pt). Isto é muito positivo, mas porque não 100%? Sabendo nós que os restantes 30% provêm de combustíveis fósseis (predominantemente do carvão – combustível altamente poluente), que temos de importar e que Portugal tem condições naturais para continuar a investir nas energias renováveis, então por porque não? Para quando? A par do que já foi referido, há outro aspeto que consideramos de crucial importância e que afeta diretamente os oceanos. Um dos grandes problemas dos oceanos está enraizado nos hábitos de consumo das populações e nos sistemas de produção que promovem, em nome do progresso e da obtenção do lucro, hábitos de consumo nas populações que urge contrariar. A utilização de bens de consumo descartáveis é um exemplo disso. Contrariar esta tendência poderá, em muito, ajudar a diminuir as quantidades de plástico que poluem os oceanos e as nossas praias. Segundo a WWF, 95% dos lixos que flutuam no Mar Mediterrâneo são compostos por plásticos. Grande parte destes resíduos que dão à costa, em Portugal, são provenientes, maioritariamente, da Turquia e da Espanha. A mesma organização alerta para o facto de o Mediterrâneo se “transformar numa armadilha plástica” (Visão Online, 08/06/2018).

Medida proposta 1.:

Tornar os transportes públicos economicamente mais acessíveis ou até gratuitos, incentivando as pessoas a utiliza-los, em detrimento do transporte individual, a fim de se reduzirem as emissões de CO2.

Medida proposta 2.:

Transformar o sistema de produção de energia elétrica, acabando com os 30% de combustíveis fósseis (carvão, gás-natural e outras fontes fósseis), ainda existes, substituindo-os por fontes de energia renovável, até 2025.

Medida proposta 3.:

Diminuir a utilização/produção de produtos de plástico (copos, pratos, talheres, palhinhas, embalagens para diferentes fins, etc.) criando benefícios económicos e fiscais para quem demonstrar políticas empresariais neste sentido, de modo a evitar a acumulação de materiais plásticos no oceano.