Parlamento dos Jovens - Básico


Edição 2018 (2018/2019)

Escola

Colégio de Nossa Senhora de Fátima

Exposição de motivos

As alterações climáticas implicam uma mudança no clima a nível da temperatura, precipitação, nebulosidade entre outros fatores bióticos. A ação humana interfere nestas circunstâncias, maioritariamente na poluição hídrica e fluvial e na queima de combustíveis fósseis. A nossa primeira proposta é a criação de aulas de Educação Ambiental ministradas nas escolas básicas e secundárias, destinadas a alunos, Encarregados de Educação e à população idosa ativa ou reformada. Esta formação pretende promover um trabalho colaborativo intergeracional entre as escolas e a sociedade civil com o objetivo de “Salvar os Oceanos”. Os pais e avós virão às escolas 1h/semana, em horário laboral, receber formação com os filhos ou netos sobre as formas de atuar em relação à poluição hídrica e fluvial e à preservação ambiental. Esta hora será contabilizada como formação pelas empresas empregadoras dos pais, pelo que será remunerada e descontada no vencimento em caso de falta injustificada, tal como qualquer outra hora de trabalho. No final de cada sessão, a escola nomeará um ECOPAR (PAR constituído por um ECOPAI ou ECOAVÔ e um ECOFILHO) que realizará uma tarefa a nível local, no fim-de-semana seguinte, relacionada com a limpeza de praias, rios e cursos de água. O levantamento das necessidades de limpeza e proteção correspondente às tarefas a realizar por cada ECOPAR, aos fins-de-semana, será efetuado pelo Município (Câmara), em articulação com as escolas. Após a avaliação dos projetos desenvolvidos numa fase piloto, estes poderão alargar-se a todas as escolas do distrito, de modo a que a comunidade local promova a melhoria da qualidade ambiental e contribua de forma participativa e responsável para a sustentabilidade da região, cumprindo os seus deveres de Cidadania ativa. Propomos também uma medida de substituição do plástico tradicional, por plástico biodegradável cujo principal constituinte são algas. É importante referir que, atualmente plástico é o principal poluente oceânico, pois as espécies marinhas confundem este material com o seu alimento. Posteriormente, o crescimento dos animais pode vir a ficar comprometido e os mesmos podem acabar por morrer. Estudos comprovam que cerca de 80% dos resíduos que chegam à costa, têm origem nos materiais de plástico que não são reciclados e seguem para as (ETAR’s), onde passam nos sistemas de filtragem e vão finalmente parar à superfície das águas dos oceanos. Este plástico biodegradável teria a mesma função do plástico dito “normal”, sendo também reciclável (alguns tipos de produtos) para a produção de novos materiais. Por outro lado, ao ser biodegradável diminuiria os elevados índices de poluição hídrica e deste modo se o lixo (que contiver plástico) não for colocado nos ecopontos, o meio ambiente não seria tão severamente prejudicado.

Medida proposta 1.:

Sensibilizar a população para as alterações climáticas através de aulas/palestras de Educação Ambiental ministradas nas escolas básicas e secundárias e destinadas a alunos, encarregados de educação e idosos no ativo ou reformados. Projetos para apelar a uma participação colaborativa entre famílias e escola.

Medida proposta 2.:

Substituição do plástico dito “normal” por plástico biodegradável feito a partir de microalgas, nomeadamente nos sacos e copos descartáveis. O plástico tradicional seria eliminado do mercado.

Medida proposta 3.:

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