Parlamento dos Jovens - Básico


Edição 2018 (2018/2019)

Escola

Escola Secundária D. Inês de Castro, Alcobaça

Exposição de motivos

No âmbito do tema “Alterações Climáticas- Salvar os oceanos” e tendo em conta que devemos pensar globalmente e agir localmente, entendemos partir da realidade escolar e de que forma poderíamos contribuir para a minimização das causas e efeitos das alterações climáticas. Tendo em conta a nossa realidade escolar percebemos que o consumo de água engarrafada em plástico tem vindo a aumentar, sendo frequente o abandono destas garrafas em todos os espaços escolares (salas de aulas, recreios, bar e cantina escolar). Para além da problemática do lixo, dos resíduos de plástico consideramos que existe um enorme desperdício na medida em que muitas garrafas são abandonadas contendo ainda água. É ainda de salientar que os alunos trocam as garrafas bebendo da mesma água, representando este comportamento um claro sinal de falta de higiene e eventualmente correndo-se o risco da transmissão de muitas doenças através da saliva. Ambientalmente, o uso excessivo de combustíveis fósseis para o fabrico de plásticos contribuiu em grande medida para a emissão de GEE (Gases com Efeito de Estufa) , sendo de referir também o enorme gasto necessário para reciclar esse plástico. O relatório anual sobre o “Controlo da Qualidade da Água para Consumo Humano”, publicado pela ERSAR, confirma que a água para consumo humano em Portugal Continental apresenta uma excelente qualidade, não havendo necessidade de consumirmos água engarrafada. Em relação à pesquisa que realizámos sobre as principais causas da emissão dos GEE, é o sector agrícola mundial que contribui com 30% das emissões totais destes gases através da utilização direta de energia, das emissões de metano resultantes das pecuárias, podendo este gás libertar-se do estrume armazenado e dos resíduos orgânicos depositados em aterros e produzido pelo gado durante a digestão pelo processo da fermentação intestinal. A produção e transporte de fertilizantes e pesticidas, a incorporação no solo de adubos azotados e de matéria orgânica, a preparação, transporte e distribuição dos alimentos, bem como a degradação do solo e a ocupação de novas áreas para a produção de alimentos estão também na origem da emissão de gases poluentes para a atmosfera Tendo em conta que a produção e o consumo de carnes vermelhas (bovina) é uma das principais responsáveis pela emissão de metano resultante da fermentação e seguindo os conselhos da pirâmide mediterrânica, é imperativo desenvolvermos o conceito de uma alimentação “saudável e sustentável”, ou seja, uma dieta mais amiga do ambiente e por outro lado mais saudável, garantindo todos os nutrientes necessários a um crescimento equilibrado e prevenindo o aparecimento de futuras doenças cardiovasculares. Pelas informações obtidas e segundo alguns especialistas precisamos de ingerir apenas 14g diárias de carne vermelha e 500g de vegetais e frutas.

Medida proposta 1.:

Substituir a venda de garrafas de água de plástico pela instalação de bebedouros, promovendo o uso de garrafas reutilizáveis. As embalagens de plástico do pão e da fruta deveriam ser substituídas por papel. De acordo com os padrões de uma alimentação saudável, adequar as ementas escolares promovendo maior consumo de cereais, frutos e legumes, substituindo-se a carne bovina por outras fontes de proteína cuja produção tenha menor impacto ambiental.

Medida proposta 2.:

Atingindo estes padrões de sustentabilidade, seria atribuído às escolas um galardão de Escola Saudável/Sustentável, beneficiando de apoios financeiros ou materiais, através da lei do mecenato, que permitissem a instalação de painéis solares, bebedouros, jogos nos pátios e recreios, hortas pedagógicas escolares ou urbanas, economizadores de água nas torneiras, aproveitamento das águas das chuvas para lavagens, regas, entre outras medidas.

Medida proposta 3.:

As indústrias dos cimentos, moldes, pecuárias e o sector agrícola da região, são também responsáveis por um elevado grau de poluição. A aplicação do princípio do poluidor/pagador, agravando-se as sanções em caso de incumprimento. O incumprimento só penalizará os infratores se as sanções tiverem um impacto significativo. As empresas cumpridoras deverão ser compensadas através da redução da sua carga fiscal.