Parlamento dos Jovens - Básico


Edição 2018 (2018/2019)

Escola

Escola Básica de Briteiros, Guimarães

Exposição de motivos

O aquecimento global é, atualmente, a maior ameaça ao bem-estar da população mundial e ao equilíbrio da natureza. As alterações climáticas e a intensificação do aquecimento global provocam uma série de alterações no planeta que têm várias consequências atualmente e para as gerações futuras. Uma das grandes consequências que se teme neste momento, pois será irreversível, é o degelo dos glaciares, que leva a um aumento do nível da água, e consequentemente, a um aumento de cheias em todo o mundo, sendo especialmente afetados os países com uma extensão linha de costa - Portugal possui uma linha de costa de 2.830 km, sendo 942 km parte do território Continental, 667 km nos Açores e 250 km na Madeira. Portugal é um país que tem de estar especialmente atento a estas mudanças, dado que temos um vasto território marítimo, com duas Regiões Autónomas. Considerando o nosso território em todas as suas dimensões (marítima e terrestre), 97% de Portugal é Mar. Esta ideia é defendida pelo Governo e, de acordo com FÓRUM Oceano Associação da Economia do Mar “as atividades marítimas constituem segmentos dinâmicos e competitivos da economia, capazes de valorizar o Mar e os seus recursos, de gerar valor e de criar emprego qualificado, contribuindo para o reforço da posição de Portugal na economia global”. Neste sentido, todos os impactes negativos nos oceanos terão repercussões no país. Esta situação, tornar-se-á ainda mais preocupante considerando a forte litoralização que se observa no território continental e insular, aumentando a vulnerabilidade destes povoamentos. Assim, se o nível do mar aumentar, muitas cidades portuguesas (exemplo Lisboa e Porto) poderão ficar parcialmente submersas. Para além dos impactes ambientais com a degradação de ecossistemas naturais, também a nível económico, o nosso país seria gravemente prejudicado. O aumento da temperatura dos oceanos mataria algumas espécies que apenas sobrevivem a certas temperaturas na costa portuguesa, que são rentáveis no setor das pescas. Paralelamente, a absorção de CO2 por parte dos oceanos, tornaria a água mais ácida, e tendo em conta que também existem espécies que apenas sobrevivem a um certo nível de ph, a vida marítima seria posta em perigo nesse sentido. A par dos prejuízos económicos, a perda de biodiversidade seria igualmente um impacte negativo das alterações climáticas. Ainda no campo económico, também o turismo seria posto em risco por vários motivos: a erosão costeira será agravada, afetando sobretudo os alojamentos junto ao mar; o aumento de fenómenos extremos, concretamente ondas de calor e secas no Sul do país poderão ser fatores repulsivos para Portugal, enquanto destino turístico, bem como, as previsíveis epidemias, por exemplo a febre de dengue.

Medida proposta 1.:

Aposta na Economia Circular. O consumo excessivo de recursos concretamente os plásticos é um dos principais responsáveis pelas elevadas emissões de gases de efeito de estufa. Assim defendemos que o Governo juntamente com o setor empresarial privado, incentivem à preservação do valor e da utilidade dos recursos pelo maior período de tempo possível.

Medida proposta 2.:

Desenvolvimento de uma mobilidade sustentável. A rede de transportes públicos devem ser reestruturadas para que se evite o uso do transporte automóvel individual. Estes devem ser tendencialmente gratuitos para todos e, os horários alargados para que seja efetiva a sua utilização. Os veículos devem ser obrigatoriamente ecológicos. A nível escola deve ser disponibilizado um sistema de aluguer de bicicletas.

Medida proposta 3.:

Incentivo às energias renováveis. Em todas as escalas de intervenção: nível nacional, regional/intermunicipal, local ou individual, a utilização de recursos renováveis autóctones (energia solar, eólica, etc…) devem ser incentivadas. A nível das escolas devem ser criados projetos de reestruturação de equipamentos (possivelmente com recursos a fundos europeus) que possibilitem a produção de energia elétrica e/ou aquecimento.