Parlamento dos Jovens - Básico


Edição 2018 (2018/2019)

Escola

Escola Secundária da Sé, Guarda

Exposição de motivos

O tema proposto para reflexão e debate aos jovens do Ensino Básico “Alterações climáticas – Salvar os oceanos”, é um “toque de alarme” para salvar não apenas os oceanos, mas as gerações, particularmente as vindouras. À escola foi e é pedida a resolução de problemas, alguns reconhecidamente da responsabilidade da sociedade, como sejam a educação ecológica ou a educação cívica, entre outras. Numa escola, todos os agentes educativos visam garantir o desenvolvimento integral de todos os alunos para um mundo cada vez mais global, onde, por mais altos que queiram construir muros, as fronteiras serão sempres transpostas. O ambiente está doente e contagiou o planeta de norte a sul, de este a oeste; dos mais pobres aos mais ricos, a sua sobrevivência está cada dia que passa mais ameaçada. A pegada ecológica que estamos a deixar sobre o planeta não é compatível com a sua resiliência - a capacidade da Terra em restabelecer o seu equilíbrio-, pois a agressão ao planeta tem sido desmedida. Governantes e comunicação social têm-se unido num grito de alerta sobre os malefícios do plástico, desde a sua produção, às consequências na cadeia alimentar dos seres vivos. Será esta uma verdade escondida? O marketing que se está a fazer com o plástico, não deveria também ser feito aos recursos naturais na sua globalidade? No exagero de consumo que tem levado à delapidação e esgotamento de tantos? Com que objectivo? O lucro, claro! Contudo, somos nós jovens que há muito tempo constatamos esta evidência! O atual padrão de consumo não é compatível com o planeta. O desafio está em nós, do lado do consumidor jovem, na aposta numa nova forma de estar na vida; a investigação tarda em dar resposta aos erros cometidos durante anos e não menosprezamos o muito que tem sido feito pelas universidades, organizações não governamentais, e outras. Nós queremos ajudar a salvar o mundo e sabemos o que não queremos -jogos económicos -. Sabemos também que a união não se consegue com regulamentos ou projectos de intenções (Tratado de Maastricht para a política ambiental da EU , Acordo de Paris, Agenda 2030, entre outros), mas antes com união de pessoas dispostas a agir. Somos alunos conscientes, preparados com competências multidimensionais para enfrentar os desafios que a sociedade nos coloca. Queremos "liderar” uma cultura de mudança, empenhados na construção de um movimento humano com assento parlamentar, que possa gerar consensos e mobilizar a comunidade para a promoção de um ambiente sustentável. “O futuro está nas nossas mãos, mas o tempo é de agir e não de ficar a olhar para o relógio, não deixar ir para o mar o que em terra se pode cuidar”

Medida proposta 1.:

1- Implementação de Educação Ecológica em toda a rede escolar, desde o ensino pré-escolar até ao sexto ano de escolaridade. Estudos científicos têm mostrado que são a faixa etária que melhor interage com o adulto, onde “aprender fazendo” desperta o gosto pela ação.

Medida proposta 2.:

2- Aposta na investigação científica para a redução do uso e consequente produção de plástico, a curto /médio prazo. Pretende-se reduzir a exploração e consumo de recursos naturais para preservar a sustentabilidade, económica, social e ambiental do planeta, através da descoberta de novos produtos amigos do ambiente. Um pequeno gesto de cada homem, um grande passo para a mudança ou se muitos fizerem o pouco que podem, o pouco será muito. A palavra mágica é ACREDITAR.

Medida proposta 3.:

Criação de um movimento de cidadania nacional que venha a ter assento parlamentar. Deste encontro de colegas que se disponibilizaram para defender causas, como esta da preservação dos oceanos, cresça a vontade de defesa dos recursos hídricos e de todos os recursos em geral, obrigando políticos e industriais a cumprir a estar do lado da ciência. O compromisso é sério e o nosso voto far-se-á dentro de quatro anos, quando formos chamados às urnas.